Licitação à moda do comandante-geral

Posted by: Blog da Segurança Pública on segunda-feira, maio 4th, 2009

O telefone no quartel toca. Do outro lado da linha, a ordem para que o tenente comparecesse ao Quartel do Comando Geral da PMDF – QCG. Reunião de comandantes. Diante da pergunta sobre qual o assunto da reunião, a secretária diz que não sabia e que apenas recebera ordem para chamar todos os comandantes de unidade perante o comandante-geral. Ali, urgente, naquele momento. 

Já no QCG, entre quase trinta majores e tenentes-coronéis, todos os comandantes das unidades operacionais da PMDF, um único tenente, comandante da Polícia Turística, com apenas 80 policiais sob seu comando, mas frequentando reunião de comandantes, dada a quase independência de sua unidade.

Enfim, depois de quase uma hora de espera, chega o comandante geral. Todos se levantam das cadeiras no acanhado e bolorento auditório do QCG. O tenente, no fundão. Militares se sentam por ordem de antiguidade em auditórios: mais antigos na frente e mais modernos ao fundo. Sem muitas delongas e formalidades o coronel determina que todos descam para o pátio do Quartel do Comando Geral, onde assistiriam a uma demonstração de motociclistas. 

No pátio, diante do busto de Tiradentes, patrono da Polícia Militar, local de muitas formaturas solenes, dois policiais do BOPE aguardavam, cada um em uma moto novinha, ainda sem as cores da PM, indicando serem motos emprestadas pela fábrica ou revendedora para a realização de testes. Logo o tenente percebeu se tratar de uma Honda NX-400, e uma Yamaha XT-600, o que foi confirmado posteriormente pelo comandante.

A ideia era justamente essa, disse o coronel. Fazer um teste. Em suas palavras, disse que seria democrático naquele momento. Dizia que, mesmo no militarismo, a democracia era possível. Segundo ele os oficiais estavam todos ali para escolher qual modelo de moto a PMDF utilizaria dali em diante. Seria uma votação. O modelo que fosse escolhido pelos comandantes ele compraria. 220 motos em um primeiro momento, com opção de comprar mais 200 no futuro.  O dinheiro já estaria disponível.

O tenente então pensa nos trâmites legais de uma licitação: “como assim vamos escolher?”. Mas fica ali, na dele, quieto, pois era pato novo diante de tantos majores e tenentes-coronéis.

Ao sinal de cabeça do coronel inicia-se a rápida demonstração. Os policiais do BOPE, treinados no GIRO, de Goiânia (o tenente identificou logo o brevê), eram habilidosos, mas o local não propiciava muitas acrobacias ou desafios ao equipamento. Apenas um estacionamento enorme, com um meio fio à frente, o qual eles subiam e desciam incessantemente, tentando demonstrar a flexibilidade e robustez das motos. 

A apresentação durou pouco mais que dois minutos. Os oficiais estavam ansiosos, pois estavam de pé, sob o sol, após esperarem por quase uma hora, e já não mais prestavam atenção à demonstração. Puxavam conversa uns com os outros. Gargalhavam com histórias que o tenente fingia para si mesmo não ouvir, de forma que não risse de superiores hierárquicos, ridicularizados nas histórias contadas pelos oficiais.

Um deles perguntou ao tenente o que era a polícia turística, pois nunca tinha ouvido falar. -Caramba, que anta! pensou o tenente. Mesmo assim explicou detidamente do que se tratava, deixando impressionado o tenente-coronel, que cutucou outro, dizendo: “-Porra, a PM tem soldado que fala francês e japonês. Tu sabia disso?” Ao que o outro tenente-coronel responde: “Ué, você não sabia não? Um bando de viadinhos que fica babando o ovo dos turistas”,  o que fez o tenente iniciar um esboço de defesa de sua unidade, quando, o comandante geral, retomando o centro das atenções, interrompeu dizendo que votariam ali mesmo qual moto a PM deveria comprar. Ressaltou, mais uma vez, a importância da democracia. Ele então diz, enfático, inciando a votação: “- Eu prefiro a Honda. Alguém aqui vai votar na Yamaha?

Os oficiais entreolharam-se, meio sem saber a diferença entre uma e outra e, claro, ninguém disse nada, uma vez que o o comandante já havia externado sua preferência e ninguém seria doido de contrariá-lo. Aliás, seria sim: dois oficiais levantaram as mãos indicando preferirem a Yamaha. Coincidência ou não, eram os dois únicos que ostentavam no peito o brevê de motociclista policial. Ficaram esperando que outros levantassem a mão mas, rapidamente, abaixaram os braços, e também as cabeças, quando o comandante geral deu o veredicto: “-Pronto. Então compraremos Honda, pois só dois votos foram favoráveis à Yamaha. Os senhores esperem que em breve estarei distribuindo as motos nas unidades.”

Enquanto os outros comandantes voltaram a conversar amenidades e a se dirigirem a suas viaturas ou ao gabinete do comandante para aproveitar e tratar de algum outro assunto, os dois que votaram na Yamaha discutiam: “- Porra, como é que o cara quer escolher a moto da PM com base em um teste ridículo desses? Não deu nem pra esquentar o motor”, desabafou o mais antigo, com duas gemadas nos ombros. Ao que o outro retruca: “sinceramente, coronel, isso tá com cara de mutreta na licitação”, quando recebe de volta a pergunta meramente retórica ”E você tem alguma dúvida, pica-fumo? Você tem alguma dúvida?

Ambos se despediram com cara de decepção e retornaram para suas unidades, pensando nos rumos que a corporação vinha tomando.

Meses depois a PMDF recebeu as 220 motos. As Hondas, claro. Nos quartéis, muitas ficaram mais de um ano paradas, às dezenas, pois a PMDF não tinha motociclistas habilitados para trabalhar em todas as motos, o que rendeu até denúncias na imprensa.

Se houve corrução na licitação? Não se sabe. Mas que teve muita incompetência, ah, isso teve.

E sim, o tenente no meio daquela muvuca era eu. E votei pela Yamaha, na época, acreditando que aquela pantomima fosse verdade.

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18 Responses to “Licitação à moda do comandante-geral”

Eduardo Says:
maio 4th, 2009 at 4:02 pm

Pô, Falcon é scooter e menina, moto é XT! Trator! ;)

Arthurius Maximus Says:
maio 4th, 2009 at 4:16 pm

Isso só pode ser uma piada! Num país minimamente sério a cadeia estaria aberta para quem comprou essas “coisinhas”. Infelizmente, quem paga o pato depois e o policial de “ponta de linha” que fica a mercê das limitações dos veículos com os quais devem patrulhar as ruas. Carros de pouca potência e fragilidade evidente, motos que não suportam as duras ações que a atividade policial as vezes deve executar para cumprir o seu dever e por aí vai. Fica a sociedade desamparada e o policial entregue a própria sorte com um equipamento que se transforma em ameaça ou em sentença de morte.

Manuel d’Tejo Says:
maio 5th, 2009 at 6:31 am

“Pô, Falcon é scooter e menina, moto é XT! Trator! “

Será que entendi?

Eu fico com a menina, você com o trator, e a PM com a moto. É isso?

Ora, pois,

O patrulhamento tem que ser feito é de Jumento, não polui, é econômico, come capim, para reabastecer é só amarrar numa área verde e pronto.

Só há um problema com relação ao uso desse nobre e versátil meio de transporte pela PMDF;

Ora, pois,

“Quem é que vai montar em quem?”

Acredito que prevalecendo o bom senso, se implantaria um sistema de revezamento.
Acho que alguns oficiais não concordariam com essas novas viaturas. Como é que fariam superfaturamento nas aquisições de percas e serviços? Se bem que há os acessórios, como selas, estribos, rédeas etc.

Manuel d’Tejo Says:
maio 5th, 2009 at 10:47 am

Que mas espanta é esse gajo do Arthurius Maximus é um tulho, com certeza vem a ser um calhau. Ora, pois, devia conhecer do oficio através da sebenta, no que diz não é base no betão. Eis que ainda faz uso do biberon. PM mal sabe guiar uma carrinha é azelha no trafego, ora pois, pode só pilotar carocha ou no máximo um monociclo litúrgico. Que os raios o parta, que vá ter pro morgue.

Blog da Segurança Pública Says:
maio 5th, 2009 at 2:30 pm

Que onda é essa de agora querer bancar o portuga, Zé do Caixão?

ZÉ/CAIXÃO Says:
maio 5th, 2009 at 3:41 pm

Ora pois, Blog da Segurança Pública, dessa feita desse com os burros n1agua!!!!

Pois bem, o Zé tem orgulho de ser dessas bandas, jamais seria um “poturga” e muito menos fajuto como é o caso daquele que acima se apresenta.

Ora pois, é bacorada, seria bom com todo respeito pisar o travão.

Todavia, presencie o gajo Arthurius Maximus no rabo da bicha na gare do autocarro. E o gajo estava às voltas com um atacador.

Companheiro trata-se apenas de uma brincadeira, mas que tem a finalidade de mostrar de como nos distanciamos do Português que se fala em Portugal e que é mais fácil entender nossos irmãos que falam castelhano.

ZÉ/CAIXÃO Says:
maio 5th, 2009 at 4:09 pm

Veja, meu caro, a coisa ficou tão distante, que chega a causar constrangimento, imagine;

Em algum lugar em Portugal, o pai brasileiro leva sua filha a uma farmácia para que seja aplicada uma injeção nos glúteos (bum bum).

E o pai ouve do farmacêutico português essa declaração; “ – ora pois, então é essa rapariga que vai tomar uma pica no cú ? “

É mole?

Obs – se não quiser editar, compreendo, é de mais, não é?

HONOR Says:
maio 5th, 2009 at 11:30 pm

Demonstração clara de incompetência na compra de equipamentos são os computadores e gps recem adquiridos que equipam a frota PMDF.
São equipamentos antigos,mal acabados e tremendamente perigosos para quem segue no banco da frente,na primeira colisão frontal vão-se o motorista e o comandante da vtr.
MAS QUEM SE IMPORTA COM A SEGURANÇA DO POLICIAL?

SD PM Bahia Says:
maio 6th, 2009 at 1:32 pm

É dificil de acreditar numa coisa dessa, a PMDF tem a oportunidade de possuir uma motocicleta ótima, que certamente irá atender a todas as necessidades do terreno em que estará. E escolhe uma moto que já saiu de linha. Simplesmente, vergonha…

Pozeiro Says:
maio 7th, 2009 at 12:09 am

È sempre assim, ninguem sabe como sao feitos essas compras da pmdf. o principio da publicidade é coisa que nao existe. Veja que a pmdf tem um sistema de radio que nao presta, hts alugados que nao funcionam e nunca sao trocados. Porque sera ?

Aderivaldo Says:
maio 8th, 2009 at 3:55 pm

Ao chegar na quarta linha imaginei que o tenente era vc meu amigo…

Tá difícil a mudança chegar por aqui…
Tá mais fácil mudarmos daqui!
Mas enquanto estivermos na instituição não dá pra não tentarmos mudar o meio!

Belo texto…é bom tê-lo escrevendo com mais frequência!!

JOSÉ ABREU Says:
maio 9th, 2009 at 9:46 am

Vocês já sabem os resultados dos inquéritos e sindicâncias sobre os desmandos no CSM?? Foram instaurados 15 IPM e 03 Sindicâncias no âmbito da PMDF, e 02 Inquéritos no Ministério Público Militar. Quero saber o que foi resolvido. Não aguento mais impunidade aos Oficiais corruptos.

GRACILIANO ARRUDA Says:
maio 11th, 2009 at 10:59 pm

(Em declaração espontânea, advertência sonora ao País) Uma bombástica notícia revelação!

08/05/2009 – 07h14
Doação eleitoral eleva valor de obras públicas, licitações, contratações e serviços.

GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre.

O ministro Tarso Genro (Justiça), pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, disse ontem que empresários brasileiros embutem nos preços das concorrências públicas das quais participam um valor extra que será destinado ao financiamento de campanhas eleitorais.

Ao defender mudanças no sistema eleitoral, Tarso afirmou que a redução de preços de obras públicas e o barateamento das campanhas eleitorais são efeitos esperados do financiamento público das campanhas –um dos pontos da reforma política que o Congresso Nacional discute.

Pela legislação em vigor, empresas e pessoas físicas podem fazer doações diretamente a candidatos e partidos.

“É sabido que determinadas empresas colocam um adicional de preços nas licitações porque depois vão ter que financiar campanhas eleitorais, seja legalmente, seja pelo caixa dois, o que também está sendo demonstrado pelos TREs [tribunais regionais eleitorais]“, disse o ministro, após participar de seminário para debater a reforma política em Porto Alegre.

Questionado sobre a relação entre a corrupção em licitações e a existência de caixa dois nas campanhas, o ministro afirmou que a prática é combatida pelo governo, através da Polícia Federal, e pelos órgãos de controle, como o TCU (Tribunal de Contas da União). Essas investigações, disse, já se desdobraram “em centenas de processos na Justiça Eleitoral”.

Durante discurso de 40 minutos na Assembléia Legislativa do RS, Tarso declarou que as doações privadas podem deixar o político suscetível a influência e pressões de quem o bancou. “A relação entre financiado e financiador é absolutamente legal, mas é imoral politicamente.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u562292.shtml

GRACILIANO ARRUDA Says:
maio 11th, 2009 at 11:26 pm

Por que não fazer comparações técnicas às marcas Suzuki e Kawasaki? E divulgá-las por aqui!

http://www.kawasaki.com/PRODUCTS/product-specifications.aspx?id=263

http://suzukimotos.com.br/pg_frame_produtos.asp

Valores
Assegurar a qualidade da Suzuki Motos no Brasil e buscar garantir o desenvolvimento da empresa através da produtividade e rentabilidade, valorizando sempre o trabalho em equipe.

Histórico

A J Toledo Suzuki Motos do Brasil é uma empresa 100% nacional que detém o direito exclusivo da marca, fabricação e comercialização das motocicletas Suzuki para todo o território brasileiro, contando com o apoio tecnológico da Suzuki Motor Corporation, instalada em Hamamatsu, no Japão.

Fundada em 24 de setembro de 1993 a J Toledo tem sua unidade fabril instalada no Pólo Industrial de Manaus e seu centro administrativo e de distribuição em Jundiaí, cidade do interior paulista localizada a 50 km da capital.

Processo de Comercialização

Todo o processo que leva à comercialização das motocicletas nas mais de 500 Concessionárias Autorizadas Suzuki presentes em todo o Brasil, tem início com a vinda de suas partes e peças do Japão pelo processo CKD (Completely Knocked Down -Completamente Desmontado). Atendendo ao índice de nacionalização obrigatório, e cumprindo as normas do Processo Produtivo Básico (PPB) estabelecidas pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), na linha de montagem são agregados às motocicletas componentes nacionais, sempre sob a orientação da Suzuki Motor Corporation.
Atualmente a linha Suzuki é composta por modelos que representam todas as categorias motociclísticas, desde as clássicas custons de alta cilindrada até as super esportivas de competição, passando por scooters, streets e off-roads. E para facilitar o acesso a essa linha de produtos foi criado em 1999 o Consórcio Nacional Suzuki, com a segurança e garantia que só um consórcio de fábrica pode oferecer.

Peças e Serviços

Atender ao público consumidor apoiada na qualidade de seus produtos e no pós-venda seguro é uma das principais preocupações da J Toledo. Para tanto, a empresa dispõe do quarto maior estoque mundial de peças originais de reposição e zela pelo atendimento personalizado e prestação de bons serviços realizados nas Autorizadas por mecânicos treinados na fábrica.

Treinamentos

A J Toledo oferece a seus concessionários cursos de especialização mecânica e de venda, para o contínuo aprimoramento do serviço de atendimento ao cliente. O curso de mecânica, subdividido em dois módulos (S1 e S2), está disponível também a todos os profissionais do mercado que desejarem se especializar nas motocicletas Suzuki. Com essa abertura a J Toledo vem ampliando as opções de mecânicas especializadas Suzuki, aproximando seus clientes do serviço de qualidade.

Equipe de Competições

Apoiar o esporte off-road sobre duas rodas é um compromisso que a J Toledo assumiu desde o início de suas atividades através do patrocínio de vários campeonatos em todo Brasil e da Equipe de Competições Suzuki/Petrobras formada por pilotos de ponta nas modalidades Motocross, Supercross e Enduro. Esta equipe está constantemente em contato com as equipes de competições internacionais da Suzuki, trocando experiências e mantendo-se sempre por dentro das últimas tecnologias em equipamentos. O sucesso dessa equipe atraiu ao longo desses anos a participação de outras grandes empresas, co-patrocinadoras desse projeto, como Petrobras, Pirelli, Banco Safra, entre outras.

Responsabilidade Social

Consciente de seu papel junto à comunidade onde está inserida, a J Toledo está desenvolvendo um projeto social para a criação de um instituto que atenderá menores carentes moradores nas proximidades de sua sede administrativa, em Jundiaí (SP). Este projeto beneficiará cerca de 40 crianças com idade entre 5 e 15 anos.
A J Toledo possibilita também, a formação técnico-profissional de adolescentes na faixa etária de 14 a 17 anos, através do Programa Menor Aprendiz, criado pelo SENAC.

equipamentosindustriais Says:
outubro 15th, 2009 at 4:44 pm

Ta de brincadeira isso aconteceu mesmo??
Vitória!

Mario Bross Says:
outubro 23rd, 2009 at 7:21 pm

GAECO UTILIZA EXPOLICIAIS PARA ACUSAR POLICIAIS DA ATIVA.
O GAECO ofereceu denuncia premiado a Bianca Pires de Albuquer, Carlos Ramiro, Celso Vieira Neto, Alexsander Cruz, e outros expoliciais presos em Tremembé, para instruir varios processos de trafico contra policiais entre eles:
Nº do Processo
050.08.037455-7/00 Nº de Controle do Setor/Vara
000776/2008
Fórum
Fórum Central Criminal Barra Funda Setor/Vara
31ª. Vara Criminal
Data da Distribuição/Redistribuição
03/06/2008

PARTE(S) DO PROCESSO [Topo]
Tipo da Parte Nome da Parte
1 Réu ISMAR JOSE DA CRUZ

Qualificação da Parte
Sexo Cor da Pele Estado Civil Data de Nascimento
Masculino Negra Separado Judicialmente 19/08/1952
Cidade/UF Nacionalidade Escolaridade Profissão
Santa Fé do Sul/SP Brasileira 1º Grau Agente Policial

Denúncia da Parte
Oferecida em Recebida em
02/06/2008 10/03/2009
Artigo(s)
Lei, 12, caput, da Lei 6368/76
Código Penal, 312, caput
Código Penal, 347, único

2 Réu JOÃO CARLOS DA SILVA

Qualificação da Parte
Sexo Cor da Pele Estado Civil Data de Nascimento
Masculino Parda Solteiro 01/04/1960
Cidade/UF Nacionalidade Escolaridade Profissão
Mauá/SP Brasileira 2º Grau Investigador(a) de Polícia

Denúncia da Parte
Oferecida em Recebida em
02/06/2008 10/03/2009
Artigo(s)
Lei, 12, caput, da Lei 6368/76
Código Penal, 312, caput
Código Penal, 347, único

3 Réu LUIZ HENRIQUE MENDES DE MORAES

Qualificação da Parte
Sexo Cor da Pele Estado Civil Data de Nascimento
Masculino Parda Casado 01/01/1964
Cidade/UF Nacionalidade Escolaridade Profissão
São Paulo/SP Brasileira Superior Delegado(a) de Polícia

Situação da Parte
Data Descrição Motivo Observação
14/07/2008 Solto Liberdade Provisória
11/07/2008 Solto Liberdade Provisória
18/06/2008 Preso por Outro Juízo

Denúncia da Parte
Oferecida em Recebida em
02/06/2008 10/03/2009
Artigo(s)
Lei, 12, caput, da Lei 6368/76
Código Penal, 312, caput
Código Penal, 347, único

4 Réu ROBERT LEON CARREL

Qualificação da Parte
Sexo Cor da Pele Estado Civil Data de Nascimento
Masculino Parda Divorciado 28/02/1951
Cidade/UF Nacionalidade Escolaridade Profissão
São Paulo/SP Brasileira Superior Delegado(a) de Polícia

Situação da Parte
Data Descrição Motivo Observação
11/07/2008 Solto Liberdade Provisória
18/06/2008 Preso por Outro Juízo

Denúncia da Parte
Oferecida em Recebida em
02/06/2008 10/03/2009
Artigo(s)
Lei, 12, caput, da Lei 6368/76
Código Penal, 312, caput
Código Penal, 347, único

5 Réu VALDIR JACINTO DOS SANTOS

Qualificação da Parte
Sexo Cor da Pele Estado Civil Data de Nascimento
Masculino Parda Casado 13/02/1968
Cidade/UF Nacionalidade Escolaridade Profissão
São Paulo/SP Brasileira 2º Grau Investigador(a) de Polícia

Denúncia da Parte
Oferecida em Recebida em
02/06/2008 10/03/2009
Artigo(s)
Lei, 12, caput, da Lei 6368/76
Código Penal, 312, caput
Código Penal, 347, único
e ainda os policiais:
Denunciados Dirceu Gencio Paes e Ricardo Escorizza dos Santos, pela prática dos crimes de associação criminosa e tráfico ilícito de drogas – artigo 33, “caput”, no artigo 35, “caput”, ambos c.c. artigo 40, inciso II, sempre da Lei n° 11.343/2006. Em outra acusação, o delegado de polícia Emilio Paulo Braga Françolin e o investigador de polícia, Antonio Caballero Curci, pelo cometimento do delito previsto no artigo 316 c.c. artigo 29 ambos do CP.Já o delegado de polícia e ex-diretor do Denarc, Emilio Paulo Braga Françolin, e o investigador de polícia Antonio Caballero Curci, durante a prisão em flagrante do traficante Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, vulgo “Naldinho”, em abril de 2006, numa das salas do Denarc, exigiram, para si, vantagem ilícita para o advogado do traficante e, em contrapartida, deixariam de apreender veículos situados em loja de carros do investigado, a corregedoria ainda investiga a participação de Everardo Tanganeli Junior em crimes de lavagem de dinheiro e favorecimento a crimes praticados por seus policiais.

J. Madeira Says:
outubro 24th, 2009 at 9:59 am

É, enquanto isso, a “ripa” tá demorando chegar aos “corocas” corruptos da PMDF. Ainda bem que a maioria já vestiu o pijama. Mas ainda assim, precisam ser tirados da “cama” para pagarem pelos seus desvios, cometidos quando desgovernavam o “elefante PMDF”!

Alexandre Shell Says:
novembro 17th, 2009 at 4:55 pm

Quem é Bianca Pires de Albuquerque

Conhecemos a Bianca muito antes de sua prisão, uma garota alegre e cativante era policial civil e tinha histórias incríveis para contar, amiga, companheira… enfim uma pessoa boníssima e de ótimo caráter..

Já há alguns dias estamos vendo postagens em blogs e notícias falando dela e nada mais justo do que contar um pouco sobre ela…

Ficamos muito próximos, quando ela foi presa, se foi justo ou não… Não nos cabe tecer comentários, isso deixamos para Deus e a Justiça, o fato é que aí realmente fomos conhecer Bianca, ou Bibika como os amigos mais íntimos a chamam e nos surpreendemos com o que vimos;

Vimos uma mulher que perdeu tudo, trabalho, liberdade, amigos, casa, dinheiro, vida… Ela tinha apenas 25 anos quando foi presa, havia entrado na polícia com 18 anos e tinha promissora carreira, foi uma pena…

Vimos uma pessoa, um ser humano sendo execrado e linchado em praça pública, mas com tudo isso, embora muitas vezes tenha visto lágrimas no seu rosto, vi um sorriso nos lábios e a confiança em Deus sempre presente em sua vida.

Vimos sua família se reestruturar para apoiá-la, vimos os amigos sinceros lutando para ajudá-la, vimos que ela nunca, nunca perdeu a esperança…

Bianca foi condenada a uma pena longa… Onze longos anos, os quais ela já cumpriu cinco, ou mais… Não sabemos direito, mas o fato é que hoje com trinta anos, ela trabalha, está em regime semi aberto, tem amigos e amigos fiéis, sua família espera ansiosa a volta da filha pródiga.

Hoje dizemos sem medo de errar… Ela nos dá orgulho, pois se errou, pagou e vem pagando até quando e onde for necessário, está resgatando a sua cidadania, fazendo a sua parte, dando sangue suor e lágrimas para reparar o erro cometido (se é que o cometeu…Como disse isso não nos diz respeito).

E olhando a vida dela e o exemplo que ela nos dá, é um ser humano batalhador, mulher de fibra, falha sim, mas brilhante, trabalhadora e uma ótima amiga.

Lembramos sempre dela falando com os olhos marejados, que toda dor e injustiça que passou valeu a pena, pois nada paga o olhar de seu velho pai cheio de orgulho cada vez que ia visitá-la na prisão.

Lembro-me ainda do dia em que ela se apresentou na Corregedoria e o seu pai, amigo e companheiro estava ao seu lado e nos disse chorando: – Ela tem força por mim e por ela e hoje está me dando uma lição de vida… E ela lá… tranqüila, serena e cheia de fé e esperança de que tudo iria dar certo….

E com esse texto fazemos uma singela homenagem à nossa grande amiga, pois ela nos mostrou que cair e levantar de cabeça erguida e com dignidade, ainda é possível.

Bianca, você têm amigos fiéis e que te aplaudem de pé, não nos interessa se você está dentro ou fora da polícia, se você esteve presa ou não, amigo como você é artigo raro, é biscoito fino, é um presente!

Você é a nossa fênix, ressurgiu das cinzas e deu a volta por cima!

Um abraço no seu coração!

Alessandro Aruh

Oswaldo Marques

Marcelo De Stéfano

Alexandre Shell

Robson Quaresemin

 

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