Pacote de bondades para a PMDF

Posted by: Blog da Segurança Pública on sexta-feira, maio 11th, 2007

Diante da ameaça de paralisação da PMDF, o Governador resolveu fazer um agradinho à tropa, um cala-boca. E surtiu efeito.

O projeto da vila militar do governo anterior, que havia sido descartado pelo atual governo, na Vila Mangueiral, voltou a existir. Arruda prometeu lotes de graça para os PMs e BMs.

O projeto apresentado pela Associação dos Oficiais (sim, ela fez alguma coisa!!!) e endossado por diversas associações de praças, projeto este que reduz para 4 as graduações das praças e mais 4 os postos dos oficiais, com vistas a facilitar a equiparação salarial com a PCDF, vai ser encaminhado pelo GDF ao governo federal para apreciação.

Com isso, a operação padrão anunciada aqui no BSP foi cancelada. Promete-se que em 30 dias, se não cumpridas as promessas, o movimento será ressucitado.

A matéria do DFTV esclarece pouco, mas ilustra parte do ocorrido.

Saiba mais sobre:

24 Responses to “Pacote de bondades para a PMDF”

Anonymous Says:
maio 11th, 2007 at 11:23 am

Eu admiro o blog mas parece que certos habitos inerentes ao militarismo que o Sr, tanto combate em certas citações parece não ter acabado. em um dos posts abaixo o Sr citou que em diante da ameaça de uma “operação padrão” por parte dos praças, “Será que os oficiais vão deixar que a coisa corra frouxa como em 2001 ou será que vão assumir as rédeas da instituição e mostrar para o governo que a PM EXIGE ( e não mendiga) respeito e que não precisa e nem quer greve para que isso ocorra?”. E agora reclama que a PM aceitou um “cala boca”? horas se algum progresso foi conseguido foi graças a esses praças e á ameaça de se tomar atitudes mais drasticas, nenhum oficial mecheu um dedo, e após uma pressão o Senhor vem no blog que até pedir que oficiais tomassem as rédeas dos praças, eu achava que era imparcial, vem e ainda diz que a PM aceitou um cala boca???
Me enganei, todo oficial é igual.;

Anonymous Says:
maio 11th, 2007 at 7:09 pm

Primeiramente obrigado pela resposta tão educada, quanto ao engano que me levou a pensar que o senhor era a favor da desmilitarização foi o post publicado quando a PEC 21 foi tirada de pauta, com o titulo Lobby dos coronéis ganha a Primeira, acho que foi isso.

Perdão mas quando o sr. Citou que os oficiais deveriam tomar as rédeas da situação, me pareceu o mesmo que dizer “Punição a quem se rebelar”, oras como vc mesmo disse atualmente nós temos mais oficiais somente interessados em um cargo no governo do que em lutar pela tropa, nunca se viu um oficial para brigar por melhores salários e quando a maioria interessada (que são os praças) notam que se depender de grande parte dos oficiais, a situação não mudará, então com certeza temos que tomar alguma atitude; que eu concordo não deveria ter chegado a esse ponto, mas que chegaram graças a inépcia de comandantes somente interessados em si, e em oficiais somente interessados em defender o próprio circulo hierárquico. Eu concordo que a PM não deveria depender de uma representação de 4 em 4 anos, mas ninguém parece estar olhando por nós, e se quem comanda parece achar que está tudo bem, quem olhará?

Vamos lá, a visão de militarismo, pelo que eu percebi tem uma variação no que se refere a Oficiais e Praças, não me leve a mal pela afirmação, eu não vou nem de longe discutir dogmas militares ou a verdadeiro sentido do militarismo com o Senhor, até porque eu não me sentiria preparado para isso, mas eu como praça com não muito tempo de Policia só sei o que eu vivi até agora, e o que eu percebo dos meus companheiros. Como eu disse talvez não seja visto pelo mesmo ângulo o Militarismo por oficiais e praças, Comandantes e Comandados, mas que há uma significativa diferença entre os dois pensamentos não há como negar; e prova disso foi a reunião que praças juntamente com o Cabo Patrício tiveram com o senhor Senador Tasso Jereissati, sobre a volta a pauta da PEC 21, o mesmo nos informou que ficou abismado com a opinião dos praças sobre o projeto visto que o que foi passado pelos oficiais comandantes em reunião anterior era que TODOS os policiais militares eram contra o projeto, o que com certeza não é verdade.

Com certeza há uma significativa diferença entre os oficiais formados na academia e os R2, mas assim mesmo acontecem ainda casos em que o policial ao invés de ser tratado como um profissional de segurança publica é tratado como uma criança e não raramente humilhado, no meu ver tudo fruto de uma visão militar que no meu entender está ultrapassada,.

Talvez esse militarismo não seja o mesmo que o senhor defina como militarismo, mas assim mesmo a tropa anseia por mudanças e no meu entender as mudanças podem começar com a aprovação do projeto que desmilitariza as policias. O Senhor citou que Só que administração militar não se confunde com ideologia militar, então porque se passa mais tempo em aulas de ordem unida do que em aulas de tiro ou de abordagem? Isso aconteceu não a 10 ou 20 anos, mas no ultimo curso de formação de soldados.

Eu entendo que muitas empresas privadas e policias tem êxito em aplicar uma administração militar; eu particularmente acho que a hierarquia e a disciplina estão presente em qualquer ramo de negócios ou profissão que se tenha sucesso, mas ao saber de um policial que por exemplo é punido por não estar usando uma cobertura, que não prestou a continência obrigatória e por isso levou uma chamada no meio da tropa, isso no meu ver não está de acordo com a realidade não que eu quero, mas que a sociedade exige.

Quanto aos companheiros do Bope eu também sei que a auto estima dos caras são elevadíssimas, mas discordo do sr. Que a causa disso seja o regime militar em que eles estão; eu digo isso por conhecer vários ex-componentes da instituição que dizem que o único problema da Companhia é justamente esse militarismo elevado; é uma companhia que eu considero realmente ter um serviço diferenciado dos demais, daí terem tamanha auto estima, mas não acho que o militarismo contribua para isso; espírito de grupo e amizade talvez sim.

Finalizando eu como Policial e cidadão realmente acho que a desmilitarização e unificação das policias traria ganhos para toda a tropa, desculpe por descordar do senhor mas espero que tenha entendido a visão de um simples praça, não está nada bom, se para um oficial basta simplesmente sentar e esperar a promoção quieto, para nós não adianta esperar, temos que correr atrás senão as coisas não andam; eu não acho que uma formação não militar comprometeria a qualidade do serviço policial, a policia federal não precisa de uma formação militar e de um RDE para ser a policia que nós vemos, mas precisará sempre de apóio, e de quem brigue por eles, o que infelizmente anda em falta na gloriosa.

Vlw pela atenção e desculpe pelo anonimato, mas o militarismo me impõe isso visto que as sanções ultrapassam a vontade de me expressar livremente.

Anonymous Says:
maio 12th, 2007 at 12:41 pm

Eu acho que os Sargentos da Aeronáutica (controladores de vôo) não estão gostando muito do militarismo também, por inúmeros fatores.
Também conheço sargentos do EB, de carreira, muito insatisfeitos com o militarismo irracional que os cercam.
Este militarismo tem que mudar e muito, ou então acabar de vez para se criar outro sistema, pois o que se vê é policial misturado com políticas (para garantir promoções) e corrupção (e ainda dizem que militarismo evita corrupção).
As polícias mais capazes do mundo não são militares, e por exemplo a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal já demonstraram sobejamente que sua eficiência veio com a sua modernização civil.

Espero que o profissionalismo seja exaltado daqui pra frente, e que as vaidades de praças, oficiais e governantes não deixem cegar as melhorias que as mudanças trarão.

Anonymous Says:
maio 12th, 2007 at 12:41 pm

Meus parabéns companheiro!! Eu até estava pensando em postar algo, mas depois do seu texto, não tenho mais nada a declarar.
Também Sd e concordo em gênero, número e grau com tudo o que você disse.
Receba meus cumprimentos pela coragem e pela capacidade de argumentação que nós (praças) também temos.

Anonymous Says:
maio 12th, 2007 at 12:42 pm

GOSTARIA QUE A PEMERJ TIVESSE METADA CO COMPROMETIMENTO DOS “”PRAÇAS E ALGUNS OFICIAIS”" DA PMDF.

MEUS CINCEROS “”PARABÉNS”"

ASS. LOPES

Anonymous Says:
maio 12th, 2007 at 12:42 pm

O NIVEL DO DIALOGO ESTA BOM, ASSIM PODEMOS EVOLUIR!!!!!!!

Anonymous Says:
maio 12th, 2007 at 6:12 pm

Caros Articulistas do BSP.

DESCULPEM PELOS ERROS DE POSTAGEM DO COMENTÁRIO DO DIA “”11 DE MAIO”", NÃO REVÍ O TEXTO.

PEDIRIA AOS AMIGOS QUE POSTAM PELOS BLOGGS DE SEGURANÇA PÚBLICA QUE IDENTIFICASEM OS SEUS TEXTOS COM ALGUM(CODINOME), PARA QUE AS IDÉIAS NÃO SE PERCAM E COM ISSO SE FORMEM OPINIÕES.

OBS. DESSA FORMA O COMENTÁRIO CONTINUA ANÔNIMO, E SOMENTE IDENTIFICADO PELO APELIDO DO POSTADOR…

ASS. LOPES

PoliceGirl BB Says:
maio 12th, 2007 at 8:55 pm


Prezado ex-oficial SUBalterno,

Traduzindo (ex-oficial (da ativa) SUBalterno (Tenentes), não apenas SUB mas SUBalterno, releia lá pois a postagem depois de colocada não será + editada (estou certa?), quanto a administração INcompetente eu CONCORDO mas devo DISCORDAR quanto à sua relação com o LIMItarismo, gostaria (não em tom de desafio) mas por questão de informação que você me citasse as Polícias LIMItares Mundiais (que de forma EXCELENTE segundo o seu post) são administradas, pelo que me consta são apenas 3 (contando com o BR), o método de formação LIMItar não está em discussão, hierarquia e disciplina também não pois como o colega acima citou existem em TODOS os lugares, mas vamos a prática? Em qual outra polícia (fora a LIMItar) um Soldado ou Cabo com curso superior não pode ser ESCRIVÃO, lembra do seu post sobre um entendimento do Supremo sobre o tempo de escrivão ser considerado como prática forense? Se o SD ou CB não podem ser escrivães logo não tÇem este benefício (Coisa do LIMItarismo, se eu estiver ERRADA aceito correções sem problemas) não quero ser a dona da verdade mas… O LIMItarismo faz SIM o que o nome indica, LIMIta… Esta falta de visão e aproveitamento das suas praças com nível superior ou mais (pós, mestrado, etc…) é o que torna as instituições LIMItares um atraso e um resquício malfadado da ditadura LIMItar, tenho certeza (mesmo me repetindo) que TODAS as PMs do BRASIL poderiam executar o ciclo completo mas… pela parte das praças pois os (***) administradores preocupam-se apenas com suas gratificações… Então o STATUS QUO impera e fica sendo MAIS DO MESMO!!! Bjs… PoliceGirl Bárbara Beatriz.

PoliceGirl BB Says:
maio 13th, 2007 at 10:08 am


Ok, obrigado pelas informações prestadas mas não diz muito sobre a ineficiência administrativa presente mais entres os (***) administradores LIMItares, sobre o não aproveitamento de praças com potencial (não me referi a ser necessariamente na área em que está formado mas…)enfim, percebi que a valorização não se trata realmente de prioridade pelos (***), pois como deixaste claro, um dos itens que para as praças é absurdo no seu campo de visão é algo “pouco importante”, não vou me estender neste assunto e novamente agradeço pelos esclarecimentos, continuarei sempre passando por aqui pois o seu BLOG é um dos mais importantes senão o MAIS importante de todos!!!
Grande abraço.
PoliceGirl Barbara Beatriz

Anonymous Says:
maio 13th, 2007 at 5:22 pm

Caros articulistas

A questão é:
O que se discute em sì, é o modelo como um todo. e a pergunta que se faz é:

A QUEM INTERESSA A MANUTENÇÃO DE TAL MODELO COMPROVADAMENTE ARCÁICO?

EXISTÊM ALTERNATIVAS DE MUDANÇAS QUE APLICADAS AS POLÍCIAS MILITARES, NA FORMA QUE SÃO ESTRUTURADAS ATUALMENTE,NÃO DESCARACTERIZARIAM POR COMPLETO TAIS INSTITUIÇÕES?

QUANTO AO INGRESSO EM ACADEMIAS DE POLÍCIA:
JÁ QUE O INGRESSO É O MESMO, NÃO SERIA “”MELHOR” QUE TODOS OS INTEGRANTES DA POLÌCIA PASSASSEM POR TAL ACADEMIA, AO INVÉS DE SOMENTE “”ASPIRANTES À OFICIAIS”?

SE FIZÉSSEMOS ISSO TERÍAMOS UMA POLÍCIA MODERNA “IGUALITÁRIA”.

AÍ ESTÁ A DIFERANÇA!!!
ESTE É O FOCO DA DISCUSSÃO!!!

QUANTO Á DELEGADOS E AGENTES, É BASICAMENTE A MESMA MECÂNICA, O “INGRESSO”.

PODERÍAMOS MUITO BEM, AGREGAR O ENSINO Á TODOS OS INTEGRANTES DA INSTITUIÇÃO. E DAÍ EM DIANTE, AGREGAR CURSOS DE COMPLEMENTAÇÃO “”SUPERIORES, DOUTORADOS ET…” AOS QUE FOSSEM SUBIND HIERARQUICAMENTE!!!

ASS. LOPES

Anonymous Says:
maio 14th, 2007 at 11:58 pm

Caro colega,

É um equívoco, citar o militarismo como modelo de administração. Seguramente, as melhores polícias do mundo são são militares. O que é fundamental para qualquer instituição policial é o respeito a hierarquia, sem que superiores se prevaleçam desta condição ,e por total incompetência, apenas emanem ordens sem sentido. É importante frisar que tais ordens tem ceifado a vida de muitos colegas aquí no meu Estado, o Rio de Janeiro.

Anonymous Says:
maio 14th, 2007 at 11:58 pm

Não sou eu quem digo

basta procurar sobre o assunto!!

ex. para consulta “”jus navigandi”"

ass. lopes

palhares Says:
maio 15th, 2007 at 10:54 am

Bom dia a todos

Particularmente não acredito que nenhuma mudança na sistemática de segurança pública (obviamente em nível constitucional) terá o condão de desmilitarizar na totalidade as suas polícias.
Raciocinando com uma possível unificaçãoção, por razões lógicas e afastadas de qualquer paixão institucional, vislumbro um sistema híbrido, nem militar, nem civil, mas necessariamente com uma única polícia trabalhando em prol da sociedade e descontaminada em termos de vaidades.
Em outras palavras, diria que a polícia não carregaria a terminologia militar, mas se organizaria com base na hierarquia e disciplia, com restrições ao direito de greve e à filiação partidária. (aqui vislumbro uma questão de Estado da qual, suponho, os governantes não abririam mão).
Por exemplo, e valendo-me de um trabalho monográfico de uma pós graduação intitulado “O Militarismo na Atividade Policial em face da Constituição de 1988″, faço ligeira menção ao sistema norte-americano (não usando como modelo e sim como mera referência). Naquela localidade, as polícias viveram um longo período maculatório, onde a corrupção imperava. Pensou-se então em introduzir características tipicamente militares (hierarquia e disciplina), dotando a polícia norte-americana de uma roupagem “quase-militar”. A corrupção foi combatida com firmeza e junto com a hierarquia e disciplina, vieram valores beligerantes que não tardou em traduzir um comportamento excessivamente violento. (tais assertivas no bojo da monografia fazem menção à obra Aspectos do Trabalho Policial)
O fato é que nem a honestidade, a probidade, a hierarquia e nem a disciplina se consubstanciam em um apanágio castrense, sendo possível perceber vantagens e desvantagens em ambos sistemas.
Agora, o que me preocupa em relação a essa matéria é a possibilidade de uma tão citada PEC DESCONSTITUCIONALIZAR as polícias, o que, representaria um retrocesso sem precedentes e ainda subordinaria da pior maneira possível a segurança pública às conveniências político-partidárias de cada momento eletivo.
Considero que as mudanças são necessárias e não devemos ter medo delas, agora, que elas venham à reboque do ideário de uma polícia eivada de autonomia administrativa, com dotação orçamentária, efetivo respaldo jurídico e subordinada exclusivamente às leis e não às pessoas.

Abs
PALHARES – CAP QOPM

palhares Says:
maio 15th, 2007 at 12:53 pm

No ensejo, aqui no Distrito Federal, o Governador baixou um decreto nomeando uma comissão para estudar o plano de carreira e de salários dos militares integrantes da polícia e bombeiro.
Óbvio que tal matéria será tratada no Congresso Nacional, uma vez que somente àquele, por meio do Presidente da República, tem competência para legislar sobre.
Enfim, não é este o ponto. A questão é que nasce uma ótima oportunidade de diminuirmos os níveis hierárquicos, logo, as “distâncias” internas e principalmente, de nos organizarmos de maneira que prevaleça a valorização profissional e o interesse público.
Por exemplo, ainda que polêmico, entendo que os cargos de soldado e de cabo devam ser abolidos.
Explicando ou tentando explicar melhor, o nosso estauto contempla que cabo e soldado são “elementos de execução”, o que é perfeitamente cabível em uma instituição militar destinada à guerra e que não labuta junto com a sociedade.
O nosso policial é necessariamente um agente aplicador da lei e para tanto, tomador de decisões, expressão da autoridade (não no sentido pejorativo) e consequentemente, responsável por seus atos.
Não obstante, com o devido respeito a quem ocupa estes cargos (aqui espero não ser mal interpretado), entendo que a própria designação cabo e soldado além de remeter à uma inevitável associação ao mesmo cabo e mesmo soldado das Forças Armadas (que não são do quadro efetivo e apenas temporários, constituindo-se em elementos de execução, podendo ser usado em serviços atípicos como limpeza de quartel, copa, telefonista etc), não representa a importância do trabalho e nem a magnitude da responsabilidade que tem um PROFISSIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA no exercício de suas atividades.

Abs
PALHARES – CAP QOPM

Anonymous Says:
maio 15th, 2007 at 6:44 pm

Caro CAP. Palhares

Sua postagem não poderia ser mais exata e providêncial.

O que se discute são possíveis mudanças nas instituições policiais e não a manutenção de cargos ou patentes(quem vai mandar em quem ?). O que se discute é sua “profissionalização”.

Quando critico o modelo atual(2 polícias de ciclo incompleto). não faço críticas a nenhuma instituição ou a nenhum de seus integrantes, CRITICO AS ESTRUTURAS UTILIZADAS.

quanto a dicotomia “ESTADO DEMOCRÁTICO E POLÍCIA MILITAR”, refiro-me ao “”ARCADISMO”", a cultura retrógrada presente ainda na “maioria das instituições policiais militares” bem como a estrutura de seus “CARGOS” MERAMENTE “MILITARES”. A questão principal é : SERIA VIÁVEL UMA POLÍCIA MILITAR e uma CIVIL(OSTÊNSIVA e JUDICIÁRIA) DE CICLO COMPLETO?. OU SERIA MELHOR UMA POLÍCIA ESTADUAL ÚNICA DE CICLO COMPLETO?

Quanto ter postado que as melhores “”polícias do mundo”"???, devo ter sido mal interpretado.

Não tenho a menor intenção de discutir segurança pública “internacional”, só acho (opinião própria) que o modelo “militar”, não é, e nunca foi o mais adequado para ser usado por nenhuma polícia.

ASS. LOPES

PoliceGirl Bárbara Beatriz Says:
maio 15th, 2007 at 6:44 pm


Concordo PLENAMENTE com o Palhares, resta saber se a comissão em questão vai tratar desta mesma forma ou a mentalidade
dos “LIMItares” vão levar os ventos
da evolução PMDF para outros caminhos… Quem sobreviver verá!!!

palhares Says:
maio 17th, 2007 at 9:40 am

Caro Lopes

Permita-me discordar… Não vejo dicotomia entre Polícia Militar e Estado Democrático. (talvez até estejamos falando da mesma coisa, só que de forma diferente).
Não há no mundo nenhuma democracia sem polícia e sem instituição militar. A primeira na garantia da ordem e no trabalho voltado para a sociedade. A segunda, atuando como resguardo da soberania de seu país.
As polícias, em particular, são de fundamental importância no contexto democrático, sendo, inclusive, possível afirmar que uma Nação pode viver sem seus exércitos, mas jamais sem a sua polícia.
Apenas para ilustrar, os Estados Unidos invadiram o Iraque, destituiram o governo e exército iraquiano, mas recorreram a polícia local. Se não o fizessem, o fiasco seria maior.
As inúmeras missões de paz que assistimos, em geral, conduzidas pelos “Exércitos” do mundo a fora, a rigor, realizam trabalhos essencialemnte policiais e não necessariamente beligerantes.
A demanda social cotidiana é por polícia (sem ignorar as demais políticas públicas).
Desta forma, particularmente, vislumbro a dicotomia entre Polícia x Militar.
A Polícia, constituída de profissionais de segurança pública – com toda formação voltada para este fim – labora junto à sociedade e para esta, logo, sob o viés democrático.
A outra faceta da dicotomia, militar, caracteriza-se essencialmente pela autocracia, o que não encontra eco imediato na democracia.
Há muita coisa a ser repensada, revista, melhorada. Entendo que significativa parcela dos serviços internos deveriam ser terceirizados, como segurança das unidades, limpeza, copa, manutenção de viaturas, serviço de saúde, telefonia, secretariado, entre outros, sem falar, da submissão a um regulamento disciplinar em detrimento de um código de ética etc.
Às vezes o novo, o diferente, o desconhecido, assusta e causa medo, razão pela, não raras vezes, é preferível deixar como está.

Abs
PALHARES – CAP PMDF

palhares Says:
maio 17th, 2007 at 9:51 am

Caríssima Bárbara

Imagino que vc seja ou tenha sido policial militar. Concordo que as polícias militares padecem de uma estrutura que em linhas gerais é inadequada.
Todavia, felizmente ou infelizmente, este “mal” anunciado também é facilmente encontrado em outros organismos estatais, a exemplo da rede de ensino, hospitais, inclusive, nas polícias civis.
Entenda, não estou querendo com isso dizer que tal contexto por si só justificaria um conformismo, nem de longe.
Só não concordo que militarismo se confunda com limitação (sentido estrito)de ordem pessoal, apesar de achar improvável que vc mude a sua forma de pensar, pelo menos neste aspecto e nem tenho tal pretensão.
A instituição militar em si é extremamente louvável, eivada de valores indispensáveis em termos de ética, moral, patriotismo etc.
Agora, ao afirmar esses valores como inerentes à instituição militar, não a estou traduzindo como atributo inafastável da atividade policial.
Como disse em outra oportunidade, não há exclusividade de valores honrados nem em um e nem em outro modelo de instituição policial.

Abs
PALHARES – CAP PMDF

Bárbara Beatriz Says:
maio 17th, 2007 at 1:50 pm


Ao Palhares,

Sim Palhares, sou SGT da PMDF e agradeço o respeito a minha opinião, realmente estás correto de novo, não mudarei minha idéia sobre o LIMItarismo, vivemos sob a égide do que não está “previsto” é “proibido”, mas não é por isto que coloco MILItarismo como sinônimo de LIMItarismo (palavra inventada na net), concordo que a falta de visão pode SIM ser constatada de forma evidente em hospitais, escolas, PCs e por aí vai, mas cito o que vejo de VERDADE, um CMT INERTE e OMISSO que não tem pulso para defender a instuição a que pertence junto a órgãos de imprensa, não tem coragem de mudar o nível de escolaridade para ingresso trazendo melhorias para TODO o público interno (não só no que se refere a salário mas também na imagem da corporação), acabando com a assertiva “não estudou virou PM” coloca no site da PMDF entrevista comprada dizendo que lutará pela cautela permanente de armamento (coisa que em outras polícias – PASME, até na PMGO já é algo costumaz), um CMT que MENTE ao dizer que quartéis serão “reformados” que deixa de executar 52% do orçamento previsto para a instituição por falta de “planejamento de gastos” precisa mais??? Mas a lei áurea (PEC21) está aí e vamos lutar para que ao menos daqui a 15 anos a PMDF possa mudar para melhor, pelo FIM do LIMItarismo, PEC 21/2005.
Grande abraço.
Bárbara Beatriz

Anonymous Says:
maio 18th, 2007 at 9:02 am

Caro CAP. Palhares

Será que o senhor não está concordando com o que eu falo?

Quando digo que existe dicotomia entre POLÍCIA-MILITAR E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, refiro-me ao modelo antagônico como um todo.

Quando o senhor reconhece que a maioria das missões de paz(levadas a cabo por exércitos beligerantes), após a derrubada do poder,que alí imperava anteriormente, visam reestabelecer(o quanto antes) a segurança interna, usando para tal as polícias locais(se elas ainda existírem ou pUderem ser aproveitadas), as leis vigentes (se forem compatìveis com a preconizada pelos invasores) ou leis impóstas, (Modelo Imperialista Americano), teremos um modelo de polícia-civil(voltada a população): O que é polícia – originariamente polícia era conjunto de funções necessárias ao funcionamento e à conservação da cidade-Estado (polis grega, daí a etimologia de polícia e civita romana, daí civil, isto é, inerente à civita). Civil era, pois, derivação de cidade (conceito político e não urbanístico) e logo Direito Civil (o Direito dos nascidos na civita romana) e cidadão – aquele a quem é dado o direito de influir na gestão da coisa pública, da civita (daí república: res (coisa)+publica). Militar era (e é) antítese conceitual de civil, no sentido primitivo os que se domiciliavam na cidade (os civis) e os que estavam fixados fora da civita (os militares).AÌ ESTÀ A DICOTOMIA QUE FALO E ACHO QUE O SENHOR CONFIRMA!

Quanto ao medo das mudanças, concordo plenamente. Imagine quão revolucionário seria MODERNIZAR
ESTE MODELO ULTRAPASSADO, CONCORDA?

OUTRA PERGUNTA QUE JÁ FIZ ANTERIORMENTE NO BSP:

SERIA “POSSÍVEL” MODIFICAR AS POLÍCIA-MILITARES AO PONTO DE TORNÁ-LAS ADEQUADAS Á REALIDADE CONTEMPORÂNEA, SEM DESCARAcTERIZá-LAS(ESTRUTURA DE CORPO DE EXÉRCITO) POR COMPLETO?

De ante mão, estou muito grato em expor mias opiniões(pessoais) e adquirir diferentes pontos de vista sobre a questão.

Meus cordiais e sinceros abraços.

ass. lopes

palhares Says:
maio 18th, 2007 at 12:06 pm

Caríssima Bárbara

As divergências no campo das idéias corroboram para o crescimento individual e coletivo, sendo, por conseguinte, um dos esteios da democracia.
Assim, não deve e nem precisa agradecer.
Entendo que estejamos discutindo exatamente isso, idéias, o que, quando realizado e pautado no respeito, deve, tão somente, ser alimentado.
Somos profissionais de segurança pública e mais do que ninguém, devemos nos preocupar com tal temática.
Abs
PALHARES – CAP PMDF

palhares Says:
maio 18th, 2007 at 12:36 pm

Insigne Lopes

Em outro comentário, fiz menção a um trabalho monográfico, só não havia dito que se tratava de minha autoria.
Na oportunidade, busquei fazer um estudo (ainda que tímido), em particular sobre a polícia militar, desde a invasão francesa, sob o senhorio de Napoleão Bonaparte, à metrópole do nossos principais colonos, implicando na vinda para o Brasil da família Real (em 1808) na pessoa de D. João VI, até o advento da Constituição de 1988.
Óbvio que o passeio histórico foi superficial, e não teria como ser diferente, consumindo, ainda assim, um terço da monografia.
Nas leituras realizadas, pude verificar o nascedouro da primeira polícia brasileira, a militar, que na prática já veio com a família Real, sendo oficializada em 13 de maio de 1809 e batizada com o nome Divisão Militar da Guarda Real de Polícia e assim foi até ser intitulada Polícia Militar.
O fato é que na tual democracia a terminologia militar associada a atividade policial não reflete positivamente no inconsciente coletivo, sendo, não raras vezes, tratada de maneira pejorativa e nos remetendo ao período ditatorial, pelo qual não fomos responsáveis e sim usados (usados enquanto instituição, posto sequer fazemos parte daquela época).
A Polícia Federal, por exemplo, foi extremamente usada pelo Exército no mesmo período. Como não carregam o nome militar e de maneira inconteste realizam trabalhos policiais do mais alto nível, se libertaram da mácula.
O que estou querendo dizer, é que não precisamos de um polícia militar. Não precisamos de uma polícia civil (aliás, esta só é chamada de civil pq existe a militar, senão o fosse, a federal seria polícia civil federal – rs). PRECISAMOS SIM, DE UMA POLÍCIA.
Agora como ela será organizada é outra questão.
Assim, como eu disse, talvez estejamos falando da mesma coisa, só que de maneira diferente.

Abs
PALHARES – CAP PMDF

Anonymous Says:
maio 18th, 2007 at 11:57 pm

Caríssimo CAP. PALHARES

Obrigado pelo elogio, deveras, não SOU merecedor de tanto.
Quanto á belíssima explanação, demonstra quão capaz é na fundamentação de suas idéias.
O comentário feito anteriormente, responde(ou tenta responder), parte do que não ficou claro à minha pessoa, não querendo discordar de sua opinião, fiz menção a dicotomia “POLÍCIA-MILITAR,DEMOCRACIA”.
Infelizmente, as instituições POLICIAIS MILITARES SÃO A ANTÍTESE DO ESTADO DEMOCRÁTICO. Pois um dos preceitos da DEMOCRACIA seria “”sociedade que GARANTE a LIBERDADE de ASSOCIAÇÃO e de EXPRESSÃO e na qual NÃO EXISTEM DISTINÇÕES OU PRIVILÉGIOS DE CLASSE, HEREDITÁRIOS OU ARBITRÁRIOS”".
Contudo devo admitir,e admito presunçoso, que: falamos das mesmas coisas. Tal precípuo comentário feito pelo senhor, advém o período sombrio o qual vivemos atualmente, e somente com atitudes de elevada nobreza e vontade indelével em fazer mudar, será possível abolir o arcaico e rumar para um novo modelo de “”POLÍCIA”", O QUAL TANTO PRECISA A SOCIEDADE BRASILEIRA.

Com meus sinceros agradecimentos.

ASS. LOPES

Observador Says:
maio 26th, 2007 at 10:05 pm

Para que a sociedade vença a guerra contra o crime, está terá que contar com uma Polícia única, preparada e atualizada, sem intereces pessoais e egoistas.

 

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