Ser policial em Nova Iorque é diferente

Posted by: Blog da Segurança Pública on quinta-feira, agosto 30th, 2007

O Alexandre Sousa do Diário de um PM começou com uma série de artigos sobre as diferenças de ser policial em outros países e eu, como bom copião que sou, vou dar continuidade, já que nosso amigo fluminense anda meio afastado de seu blog. Não tenho mais a sagacidade e criatividade de um aspira, mas sei reconhecer e continuar o que é bom.

Essa eu tirei do Diário Nômade, que nos trouxe um interessante flagrante da Big Apple.

nypd-recruit.jpgEnquanto aqui no Brasil centenas de milhares de jovens se digladiam em um concurso público para soldado PM ou agente PC para ganhar ridículos 800, 1.000 ou 1.200 merrecas reais, lá em Nova Iorque os policiais vão para as ruas, montam um balcão e procuram voluntários que queiram ingressar no NYPD. Só que lá um policial ganha a módica quantia de 2.725 dólares, cerca de 5.400 reais. Isso logo após o término do curso de formação, que dura 6 meses.

Com 5 anos e meio na casa, o salário do guarda chega a 59 mil doletas ao ano, ou cerca de 9.800 reais por mês. Sem falar nas horas extras, adicional noturno e auxílio para compra de fardamento. O slogan é mais ou menos assim: “A melhor de Nova Iorque precisa dos melhores de Nova Iorque.”

Tá duvidando de mim? Então dá uma olhada no site do NYPD, se matricule numa escola de inglês e vá correndo tentar se tornar cidadão americano, parceiro. Você nasceu no lugar errado. O NYPD é só para US citizens.

Por fim, dois conselhos:

1- Não se case com uma americana alta, loira e peituda, mas com o dobro do seu peso. Leve uma namorada brazuca, ainda que oxigenada e siliconada;

2- Não se esqueça de me convidar para todos os barbecues no quintal da sua casa. Mandando as passagens, claro.

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10 Responses to “Ser policial em Nova Iorque é diferente”

Pablo Rodrigo da Rosa Says:
abril 20th, 2008 at 12:09 pm

Meu sonho é ser Policial, como faço para poder ser um de vocês.

Obrigado a todos.

Pablo

Porto Alegre – RS Brasil.

Samara Says:
fevereiro 14th, 2009 at 11:11 pm

Sobre o artigo “Ser policial em Nova Iorque é diferente”.
Gostaria de saber mais a respeito de ser um policial em NY. Será que um mero brasileiro rotulado muitas vezes de “ladrão e corrupto” conseguiria um emprego de policial nos EUA??? Por que se houver essa possibilidade, gostaria de ingressar na carreira, ja faço ingles a um bom tempo e se fosse possivel gostaria de tentar!!! Sabe me informar mais alguma coisa???

ZÉ/CAIXÃO Says:
fevereiro 15th, 2009 at 6:17 am

“Será que um mero brasileiro rotulado muitas vezes de ladrão e corrupto”

Mero brasileiro não existe. Ser brasileiro é algo complexo, é o resultado de uma mistura de raças e culturas. É saber conviver com as diferenças; culturais, religiosas, raciais, econômicas, e sociais.

Quanto a ladrão e corrupto. A corrupção e um mal da humanidade. Onde houver um ser humano haverá a possibilidade da improbidade. Não é característica exclusiva de nenhuma raça, basta vê os estrangeiros andam por essas “terras tupiniquins” muitos são presos por tráficos de drogas, corrupção de menores, etc.

É claro devido às diversas causas sociais, leis brandas e a falta de um policiamento eficaz esse quadro se torna mais comum em países subdesenvolvidos.

Assim vale a máxima popular que diz “ a oportunidade faz o ladrão”.

ZÉ/CAIXÃO Says:
fevereiro 15th, 2009 at 6:26 am

Correção
Eficaz leia Ineficaz

Luis Says:
setembro 21st, 2009 at 10:19 pm

Não é bem assim não!
Nos ultimos 5 anos houve mais de 86 mil inscritos e apenas 12 mil foi efetivado

silvan matias Says:
dezembro 16th, 2009 at 3:44 pm

PM de SãoPaulo
A polícia PM de São Paulo do senhor José Vicente coronel aposentado executou um guarda civil de Osasco -SP com 17 tiros. O que o senhor José Vicente, especialista em segurança pública, tem a dizer desse ato de loucura da sua PM, o segundo em menos de dois meses, em a que a PMSP extermina uma pessoa com mais de 15 tiros. Se fosse o contrário, o que os especialistas, organizaçoes não gorvernamentais e direitos humanos e a imprensa sensacionalista diriam?
Homens que supostamente estão preparados para proteger vidas, chegam atirando, ou seja, chegam para executar, a qualquer custo. Foram 17 tiros. Precisava. O coronel José Vicente e a Rede Globo deveriam dar a mesma medida de criticas e aberrações que dariam se tivesse sido o guarda o autor dos disparos. Claro que guarda civil, polícia civil, polícia militar e policia federal deve evitar erros e aberrações como está. O que não concordo é apenas a guarda ser crucificada quando é ela a autora dos erros.
Silvan Matias

silvan matias Says:
março 31st, 2010 at 4:51 pm

The guard municipal is a city of Recife instiuição that deserves the respect of civil society and politics. We have men and women throughout our lives because our best to help us build a city with more security and quality of life for the citizens of Recife and the world.
guarda municipal do Recife

sivlan matias Says:
abril 27th, 2010 at 3:54 pm

A guarda municipal deve sim trabalhar armada, claro que tem que está devidamente preparada para tal, o que não significa dizer que não haverá erros, afinal eles são inerentes ao ser humano. Mas o preparo deve ser para todos os agentes da segurança pública. (polícia civil, pm, guarda municipal e agente penitenciário). O que falta é comprometimento e respeito com os agentes e a segurança pública por parte dos entes federados.

Por que os municípios não assumem de forma clara o que realmente lhe é constitucionalmente assegurado? Segurança pública é assunto de interesse local e o fenômeno violência urbana interfere e atinge diretamente a vida dos cidadãos no gozo de seus direitos civis e políticos.

Os municípios têm autonomia política, normativa, administrativa e financeira.

O argumento de que o artigo 144 da Constituição Federal diz ser, a segurança pública dever dos estados-federados é errôneo, enganador e ludibriador, e nossas autoridades sabem disso, e os prefeitos, em especial, agarram-se a este discurso para se omitirem da parte que lhes cabem.

O que citado artigo diz: “que segurança púbico é deve do Estado…” o Estado (com letra maiúscula) é o Estado democrático e de direito, constituído para representar seu povo, e não o estado federado como defendem alguns. A nossa carta magna assim batiza nosso Brasil, “A República Federativa do Brasil é formada pelos Estados e Municípios e do Distrito Federal que são Estados de direito, ou seja, entes federativos”.

Se levarmos ao pé letra de que o estado a que se refere o artigo 144 é o estado-federado então não deviria ter as policias federais, mas tão somente as estaduais.

Se se agarrar a tal argumento de que o Estado do artigo 144 e uma referência aos estados federados, então, saúde, escolas/educação , saneamento básico e outros direitos fundamentais não são obrigações dos municípios, coloquemos tudo na conta dos estados federados.

O fato é que o município é um ente federado e tem total liberdade para legislar sobre assunto de interesse local – segurança publica é de interesse local e acredito que não se tenha duvidas sobre tal objeto – e pode sem ferir a Carta Magna atuar na segurança pública dos citadinos.

Agora, se existe lobe das polícias estaduais, das empresas de vigilância que em sua maioria tem policiais, políticos ou parentes (laranjas) como donos, é outra coisa. Se alguém ganha muito dinheiro com a indústria da violência, da clandestinidade, dos “bicos” policiais em casas de jogos de bichos, caça -níqueis, protegendo bicheiros, monopolizando a segurança pública, os serviços essenciais à população, com prostituição infantil, pirataria, grupo de extermínio, “capangagem” – permitam-me o neologismo -, milícias armadas, gerando violência para logo em seguida vender falsa segurança, então realmente não há motivo algum para os municípios (ao menos os grandes centros urbanos) assumirem a segurança pública. Embora saibamos que muitos já o fazem, mas quase sempre na clandestinidade. Clandestinidade porque os prefeitos querem os serviços das guardas civis municipais, e sabem que elas o fazem muito bem. O que eles (prefeitos) não querem é assumir o ónus quando este venha a ocorrer. Eles querem apenas o bónus. E continuar conjugando o verbo ludibriar na primeira pessoa do singular, do presente do indicativo, para os cidadãos.

adrian macedo Says:
maio 10th, 2010 at 6:52 pm

O que tem atrapalhado o bom andamento da segurança pública do país é a insistência de nossas autoridades em um modelo de polícia comprovadamente falido. Não é preciso ser o “bam-bam-bam” para enxergar o que está bem à nossa frente, “a polícia militar é uma e um modelo de polícia que comprovadamente não serve mais para a sociedade brasileira no mundo contemporâneo, ela carregar consigo os resquício da ditadura, do abuso de poder, da certeza da impunidade. Ela não servi mais e nem servi mais ao cidadão”. Fico me perguntado, por que nossas autoridades relutam em continuar a investir nestas corporações?

Todos os santos dias nossos jornais televisado e escrito é um tal de “pm matam jovem…, pms envolvidos em proteção de jogo de bicho, pms fazem isso, fazem aquilo”. E ainda continuam essas pms a serem as únicas “esperança” de melhorias na segurança pública. Por que tanta insistência com essas polícias?

Alguém ganha muito dinheiro com a violência, isso é tão certo como o sol que brilha, como esse mesmo alguém ganha com essas pms nas ruas, fazendo e desfazendo. E tudo o que se diz é que se vai apurar os fatos. Sempre se vai e nunca se chega a lugar algum.

Se atentarmos para os noticiários, é tanta a insistência e protecionismo com essas polícias que, cada vez que elas cometem erros, como nos dois casos, da pm de São Paulo, em que moto boys foram assassinados, ninguém questionar a existência dessas instituições, ninguém ousa dizer que estar na hora de “acabar com esse modelo estadual de polícia quebrado, antiquado…” O que acontece é sempre a mesma retórica, os mesmos discursos, as mesmas ladainhas, tanto por parte da imprensa como por parte dos especialista que por medo ou por ser ex-integrantes destas pms ou sei lá o que não dizem nada que possa comprometer a existência dessas pms.

Por parte da imprensa é obvio que existe uma troca de favores. As pms dão a notícia fresquinha aos jornalistas, e este falam sempre bem das polícias. Vejamos exemplos: o Datena tem sempre uma câmera posicionada para flagrantes, grandes batidas policiais, o seu jornalzinho monta um verdadeiro show, digno de causar inveja aos produtores de cinema americano. Nesse tipo de flagrante fica claro, só não vê quem não quer, há um toma-lá-dá-cá.

No “profissão repórter” programa da rede globo de televisão, idem é tudo igualzinho. E, ainda o Força Tarefa.

O fato é “as polícias estaduais não servem mais”. Elas em um país sério já teriam sido extirpada da sociedade contemporânea.

O mundo contemporâneo exige nova forma de polícia, novos métodos. O cidadão deseja uma polícia em que possa acreditar, andar à noite pela rua tranqüilo e não ter medo da polícia. “O que as mães e esposas que perderam seus filhos e maridos, mortos por pms acham das pms”.

Essas pms são uma verdadeira aberração na segurança pública” Só não veem isto, os governadores, o pessoal dos direitos humanos, os prefeitos, os próprios pms, os oficialatos, os repórteres que vivem da desgraça alheia, os especialistas em pms, os puxa-saco, os tolos, os que não querem enxergar o que está claro e explícito a sua frente, os bandidos que amam e adoram esses modelo de polícia, pois, para eles, torna-se mais difícil para o cidadão saber quem é quem nessa briga entre o bem e o mal – nunca se sabe quem é o artista e quem é o bandido – e uma parte das pessoas aceita tudo que lhe é dito sem questionar, acredita existir um grupo de intelectual que pode pensar por ela. E o que esse grupo diz é o certo e ponto final.

O cidadão em geral está perdido nas ruas à espera da morte, seja pelas mãos dos bandidos, de uma bala perdida ou de uma viatura policial.

silvan Says:
julho 1st, 2010 at 6:57 pm

No país tupiniquim, tudo, sempre, acaba em pizza.

“Nossos problemas estão no presente e só no presente podem ter soluça”. Krishnarmuti.

Legítima defesa! Dezessete tiros! Como é que pode tal justificativa major PM? Será que o único meio era disparar tiros? Deveria a preparada PM ter pedido apoio. Afinal, temos ou não, uma polícia militar preparada, capacitada como afirma o especialista em segurança pública coronel aposentado José Vicente em suas “maravilhosas” explanações acerca das PMs do Brasil, em especial, a de São Paulo onde foi comandante.

Já virou moda, rotineiro PMs matarem por motivo fútil, não há um dia, um instante na vida dos cidadãos, um que não seja ou tenha sido vitima de/da PM. “E ainda querem nos vender um peixe fedido, “o de que as PMs são e continuam a ser a válvula de escape em um provável modelo de polícia comunitária.

As PMs que já estão impregnadas com tantos retrocessos policiais, pode ser uma polícia de avanços? Uma polícia que já tem no DNA a certeza da impunidade, a banda podre, a arma na mão para matar e fica por isso mesmo pode ser a “solução” para a (in)segurança pública? Uma polícia – PM – que está mais preocupada em atacar outras instituições, que está mais preocupada em fazer corporativismo rasteiro, baixo pode estar preocupada com a comunidade? Uma polícia que primeiro vê seu interesses, pode ser intitulada uma via de saída, ou melhor, preparada para ser polícia comunitária? Essas são perguntas que o governo estadual e federal têm as respostas, porém para agradar El –rei (os donos de empresas de vigilância, os oficiais comandantes das polícias e os policiai) e ficarem, como se diz: bonito na fita e de bem com todos, preferem o modelo atual de polícia falido a acreditar no novo modelo de polícia. “nossos problemas estão no presente e só no presente podem ter solução”.

Precisamos acreditar e apostar no novo, “enquanto discutimos teorias e vãs filosofias políticas, e entretemo-nos com reformas superficiais, o mundo desaba aos nossos pés”, Krishnarmuti. A única forma de começarmos a mudar ou ao menos tentarmos melhorar a segurança pública no país tupiniquim é municipalizar a segurança pública.

Enquanto tivermos ligados a velhos paradigmas de modelos policiais seremos todos nós vitimas deste modelo policial quebrado, corrupto e vicioso. E estaremos e ficaremos sempre a mercê de uma bala perdida, melhor escrevendo, bala correio, aquela que tem o endereço certo, pois quando a polícia ou policial puxa o gatilho sabe com certeza onde a parte metálica vai se alojar. Sabe também que a sua atitude será, apenas, alvo de prisão administrativa.

Eles têm a plena convicção de que no país tupiniquim não é a Itália, mas deixa sempre, seus atos e atitudes acabarem em pizzas.

 

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