10 soluções simples para melhorar a PMDF
Muita gente acha que os problemas da polícia da capital do país são dificílimos de serem solucionados. Jogam a culpa no governo, na legislação que é federal, nos políticos, na imprensa, nos “baixos” salários, nos oficiais. Enfim, existe uma série de desculpas, a maioria esfarrapadas, mas poucas soluções práticas para melhorar a qualidade de vida dos policiais militares do DF.
Um dia desses, conversando com um amigo, ele reclamou do fato de, segundo ele, meu Blog ser muito crítico e pouco propositivo. Pessoalmente não creio ser responsabilidade minha propor soluções para uma PM melhor. De soldado a subtenente a PM tem muitas boas idéias, mas praticamente sem nenhum poder de decisão. De tenente a major a PMDF tem ótimas cabeças pensantes, com relativo poder de decisão. Daí pra cima é que o negócio complica: muito poder de decisão, mas com pouquíssima preparação profissional e nenhuma vontade ou iniciativa de melhorar o atendimento que a PM presta à população ou mesmo de melhorar a vida da tropa. Já eu, não fujo da responsabilidade de cidadão e de ex-PM com liberdade de expressão. Acabo dando aqui os meus pitacos.
Todas as propostas que vou sugerir agora são facilmente implementáveis pelo próprio comandante geral ou pelo governador, sem dispender muito esforço político ou financeiro para sua colocação em prática. O momento atual, de mudança no comando, talvez possa ser boa oportunidade para efetuar algumas das alterações ora propostas.
Eis que proponho, por enquanto, 10 soluções simples para melhorar a PMDF:
1- Moralizar as escalas de serviço:
Hoje, na PMDF, temos policiais que trabalham 16 horas numa semana e 24 na semana seguinte (p. ex: secretárias e motoristas de cmt), ao mesmo tempo em que policiais da guarda do quartel trabalham 48 horas numa semana e até 72 horas na outra. O pessoal do POG amarga 30 horas numa semana e 36 na outra. Já na rádio-pautrulha noturna, trabalha-se 24 horas numa semana e 36 na outra. Na diurna, tem semana de 48 horas e semana de 36 horas. E todo mundo ganha o mesmo salário, mesmo uns trabalhando mais e outros menos. Os serviços extras atingem uns, e não outros. A instituição se amolda ao policial, e não ao contrário. - Fulano não pode ser escalado no extra porque tem bico. É o que se costuma ouvir nas sargenteações e P/1. Quem acaba trabalhando a mais é o PM que se dedica exclusivamente à instituição. Sem falar nas escalas dos tenentes, costumeiramente desrespeitadas pelos comandantes. Oficial que concorre a expediente e escala se arrebenta. Enfim, as escalas de serviço na PMDF são o verdadeiro samba-do-crioulo-doido, graças a deputados que se metem onde não são chamados e a comandantes que são verdadeiras mamães e não conseguem sequer respeitar a portaria do comando-geral que regulamenta as escalas de serviço. Descumprem impunemente as ordens do cmt-geral, que, por sua vez, faz vista grossa. Disparidades injustificadas assim fazem o policial que não trabalha em uma escala privilegiada se sentir desmotivado, o que dá azo a uma série de outros problemas.
2- Regulamentar a carga horária semanal do policial:
Policial tem que ter carga horária regulamentada, como já fez a PM de Santa Catarina, só para citar um exemplo. Quem ultrapassar a carga estabelecida tem direito a receber hora-extra. Assim os comandantes passariam a escalar policiais em “extras” somente quando fosse estritamente necessário, acabando com a verdadeira bagunça que é hoje, onde os efetivos são superdimensionados para passar à midia e ao governo uma falsa imagem de segurança, com o inútil sacrifício de horas de folga dos policiais militares. Com a implantação de carga horária também acabariam as vergonhosas dispensas sem motivo, para policiais que conseguem material de escritório, peças de viatura, material de construção, etc, pois só ganharia o salário full o policial que cumprisse a carga horária.
3- Alterar o horário de expediente administrativo para 6 horas corridas:
Os estados que já fizeram isso, a exemplo de Sergipe, tiveram excelentes resultados. Em seis horas corridas (07:30h-13:30h ou 12:30h-18:30h) dá para resolver absolutamente todos os problemas administrativos da PM. Informatizar os procedimentos poderia suprir as 2 horas a menos. Na verdade, hoje, o expediente já trabalha somente 6 horas por dia, pois de 9h às 17h, com duas horas de almoço, a carga horária já é de 6 horas, mas ocupando o dia todo do policial. Isso sem contar a falácia que é a educação física duas vezes por semana, que só serve pro PM chegar mais tarde ou sair mais cedo do quartel, sem praticar atividade física nenhuma, até porque as instalações sanitárias na PMDF são de fazer qualquer PM não querer tomar banho depois da corridinha mixuruca.
Com a manhã ou a tarde livre, o PM que trabalha no expediente poderia dar mais atenção aos seus filhos e familiares, praticar atividade física ou estudar, refletindo em ganho de qualidade de vida e, conseqüentemente, em produtividade no serviço.
4 – Implantar o kit policial:
É patético saber que em pleno século XXI, na capital do país, o PM do POG não se comunica com a Central da PM ou com as viaturas de sua área de policiamento, por não ter um rádio.
PMs do DF até hoje usam coletes balísticos com validade vencida, em péssimo estado de conservação ou contraem micoses, pois usam o colete que acabaram de receber do colega do turno anterior. Não dá nem tempo do suor do colete secar.
O armamento tem que ser conhecido do policial, que com ele deve ter uma relação de zelo. Se o PM pega uma arma diferente a cada serviço, acaba deixando a manutenção para o armeiro, que a negligencia, dada a quantidade e rotatividade das armas.
Portanto, cada PM deve ter, em cautela permanente, o que se convencionou chamar vulgarmente de kit policial: arma de porte e munição, equipamento de comunicação e equipamento de proteção pessoal.
5 – Criar 02 centros de capacitação tática:
Em Los Angeles, cada policial tem uma cota mensal de munições para seu uso em treinamento. Basta ir ao centro de capacitação, onde pega a munição e treina com a arma da corporação que está sob sua cautela, deixando ali os cartuchos vazios, para posterior recarga. Um instrutor fica disponível no horário de expediente para auxiliar os policiais que estão treinando.
Já no DF, temos policiais que não dão um disparo de arma de fogo pela corporação há mais de dez anos. A criação de dois pequenos centros de capacitação, um no Plano Piloto e outro na área do CPRO poderia suprir essa necessidade de treinamento e universalizar o conhecimento tático. Instruções sobre abordagens, algemamento, noções de direito e outros temas de interesse também poderiam ser contemplados. Os custos seriam pequenos: uma reserva de armamento, um estande indoor, uma sala de aula e banheiros.
6 – Difundir o uso de munição menos que letal:
A cultura na PMDF de que somente quem tem curso no BOPE pode usar munição menos que letal é um absurdo. Qualquer PM pode matar alguém com um tiro de revólver, mas só quem pode usar munição menos que letal é o BOPE e os cursados de lá. Pura burrice! Após a negociação, a munição menos que letal tem que ser a primeira opção do policial, e não a ultima ratio. Qualquer pessoa compra um spray de pimenta no comércio e o usa para sua defesa, mas o PM, se o fizer sem ter o curso, é punido disciplinarmente. Então que se dê o curso para todos os PMs, da mesma forma que “se ensinam todos a atirar”.
7 – Utilizar estatísticas:
Esse é um ponto nevrálgico. Não pode prosperar um policiamento preventivo que não conhece o fenômeno criminal. Receber e difundir estatísticas semestrais, o famoso e ridículo DHL, sem análise qualitativa é o mesmo que nada para a atividade de polícia ostensiva. O policiamento ostensivo deve ser precedido de estudo sobre as ocorrências criminais na área, coisa que não é feita no DF. Minas Gerais e São Paulo dão show nesse tema e mostraram excelentes resultados em redução de índices nos últimos anos, graças a esse trabalho. Já no DF, é só perguntar a qualquer comandante de unidade quantos roubos ocorreram na área de seu quartel na semana anterior. Com que características? O oficial certamente vai passar vergonha, pois só terá os dados do semestre anterior.
8- Liberar verbas de suprimentos de fundo para os comandantes de unidade:
Tudo bem que todo mundo sabe que dinheiro público na mão dos ex-R2 de alguns dos ex-R2 do EB na PMDF corre sério risco de ser subtraído. E é por isso que os comandantes gerais da PMDF não liberam, desde 1996, os cerca de 9 mil reais que podem liberar para cada comandante de unidade mensalmente. Medo de que roubem tudo. Até eu, se fosse comandante-geral, não ia querer botar dinheiro na mão deste cara aqui, ou mesmo deste e deste, todos eles exercendo comando na PMDF atualmente. Para que isso ocorra, basta não dar comando pra esses caras! Tudo bem: eles são enfiados goela abaixo indicados por políticos influentes, justamente para capitalizarem suas campanhas eleitorais. Temos que conviver com eles. Então basta criar meios de fiscalizar, oras. Diretor de hospital público tem, diretor de escola pública tem, diretor de unidade da CAESB tem, gerente de agência do BRB tem (e muitas vezes dão pra PMDF), então porque o comandante de unidade da PM não tem também? A legislação permite, o dinheiro existe e os comandantes gerais desde então não liberam a grana porque têm medo não querem.
Assim, pequenos reparos como o do vidro da 2ª CIA do BPTRan, que até hoje tem furo de tiro, serviços de borracharia, pinturas no quartel, trocar um vaso sanitário quebrado, e tantas outras coisas pequenas que fazem nossos quartéis estarem em estado de puro abandono, poderiam ser solucionadas com agilidade. Aquele café da manhã dos PMs com o pessoal da comunidade poderia sair sem a esmola do dono da padaria, que depois fica cobrando um policiamento privilegiado para seu comércio porque deu pão, queijo e presunto pro quartel da PM.
Tal medida diminuiria a corrupção com os QRUs, os famosos pedidos de uma ajudinha pro quartel no comércio e daria mais independência para os policiais exercerem suas funções.
9- Fortalecer a Corregedoria:
Polícia que quer ser respeitada pune exemplarmente os maus policiais, respeitando-lhes as garantias constitucionais e legais. Não só os bandidos corruptos, mas os que faltam ao serviço, os que desrespeitam o cidadão, os que espancam os bandidos já presos etc. Se a PM não procura fazer sua limpeza interna, pode esquecer um dia ser respeitada pela imprensa, pelo governo e pelo cidadão. A Polícia Federal e a PM de São Paulo só retomaram o respeito perdido após iniciar um interminável processo de controle interno. Com a PMDF não pode ser diferente.
10- Abolir o Regulamento Disciplinar do Exército e implantar um Código de Ética e Disciplina PM:
A atividade policial não se confunde com a bélica. A administração PM não é a mesma do EB. A socialização profissional do PM não é a mesma do integrante das FFAA. Só imbecis defendem a manutenção do Regulamento Disciplinar do Exército na PMDF. Punição com restrição de liberdade é para bandido. Aliás, hoje em dia a jurisprudência já é consolidada no sentido de que só aqueles mais perigosos é que devem perder sua liberdade. Advertência e repreensão devem ser mantidas. A sanção de suspensão do serviço, com perda de vencimentos, deve ser criada. O mau PM tem que sentir no bolso a punição. E, se ainda assim insistir no erro, ser excluído a bem da disciplina após exercer amplamente sua defesa em processo administrativo transparente e com respeito às garantias constitucionais.
_______________________________
Essas foram apenas algumas das dezenas de questões que povoam minha imaginação desde que ingressei na PMDF, em 1997. Em breve, mais algumas, em doses leves para nossos leitores.

40 Responses to “10 soluções simples para melhorar a PMDF”
abril 16th, 2008 at 1:17 pm
O item 10 ao meu ver foi perfeito e reflete um dos maiores anseios da tropa, inclusive esse tema foi promessa de campanha de políticos.
Atividade policial/bombeiro não se confunde com atividades das FFAA…
FIM DO RDE !
abril 16th, 2008 at 2:29 pm
Estão cogitando reformar ou construir um novo hospital para a pmdf,de que adianta um hospital se não tem profissionais qualificados e que atenda a grande demanda? Melhor seria terceirizar o atendimento,e disponibilizar pelo menos um hospital em cada satélite. Saudações
abril 16th, 2008 at 5:00 pm
Quem seria o CMT Hitler,ainda bem que vc saiu da pmdf mais uma mente desastrosa comprometida com arrocho,salario O“,que tal vc colocar está cabeça pensante para algo mais últil como aumento salarial,gratificação de risco de vida etc…Em vez de colocar no c. do policia
abril 16th, 2008 at 7:22 pm
Realmente sao dicas muito boas tem coisas que chegam ate mesmo a serem “idiotas ” ou “filosoficas” Como pode um policial militar que trabalha na rua não poder utilizar meios nao letais ? Engraçado que os pms comuns todos os dias lidam com ocorências de brigas e etc e nao podem fazer uso de Spray de pimenta. é realmente muito complexo o universo PMDF.
abril 16th, 2008 at 8:17 pm
È jovem, falou tudo!!!!!!
abril 16th, 2008 at 8:22 pm
eu acrescentária mais um item, pagar gratificação para aqueles que realmente exercem a atividade a fim, com isso o efetivo de rua aumentária condideravelmente.
abril 16th, 2008 at 9:20 pm
Das dez só se aproveita 03 o resto é idiotice, continuo dizendo: você é melhor do que isso. Não poste esse besteiras.
abril 16th, 2008 at 9:50 pm
Uma sugestão que eu acrescentaria, dentro da filosofia de algo facilmente implantável, ou seja, sem a exigência de grandes reformas legislativas, seria a criação de um corpo de defensores dentro da Corporação, já postei sobre este assunto e tenho debatido com vários de meus colegas de Corporação, inclusive já vi sugestões similares em outros blogs da blogosfera policial.
Este “Corpo de defensores” poderia ser criado a partir de um núcleo de 20 a 30 oficiais, com a metade deste número para os auxiliares, em escritórios e instalações simples, já que o defensor o utilizaria apenas para confecção de “peças” e seria um grupo intinerante, defendendo o policial onde quer que fosse necessário. Por exemplo, o policial foi preso por cometimento de crime militar ou infração administrativa, neste caso o defensor seria acionado e acompanharia o policial já praticando todos os atos necessários a defesa de seu “cliente”. Em qualquer procedimento, IPM, sindicância, inquérito Técnico, Memorando Acusatório, Prova de Autenticidade, Auto de Prisão em Flagrante, Processos Administrativos do MP, Processos da Procuradoria em caso de indenizações, mesmo em processos judiciais, lá estaria a figura do defensor.
Atualmente o Policial só tem direito a um defensor em processos administrativos de sindicância, este defensor é um oficial da corporação convidado, ou nomeado dativamente, que infelizmente seja por despreparo, ou desinteresse não defende o acusado como deveria, servindo apenas para cumprir uma formalidade administrativa, já que todos tem direito a ampla defesa e contraditório. Estes defensores não se insurgem contra decisões equivocadas, não recorrem de decisões, e, dificilmente vão de encontro as autoridade que tem o poder disciplinar. Um corpo de defensores embrionariamente poderia ser formado por oficiais da corporação com bacharelado em direito, e, no futuro, com a criação de um quadro complementar, formado por advogados oficiais totalmente independentes da administração militar.
Penso ser um absurdo o PM ter de prover sua própria defesa, bastante dispendiosa por sinal, por estar trabalhando a serviço do Estado, ou seja, representando o estado e sendo o próprio Estado.
Concordo que deva haver expurgos do “maus” policiais, mas, convenhamos, há injustiça é coisa corriqueira na esfera penal, seja castrense ou não, muitos são acusados levianamente e condenados sem provas apenas porque não tiveram chance de uma boa defesa.
abril 16th, 2008 at 11:41 pm
Bom dia:
A pm precisa de carreira, em que o soldado tenha a consciencia, que com profissionalismo e amor a profissão podera chegar ao cargo de coronel.
Uma carreira profissional, que garante ascensão funcional e social para o jovem soldado.
Desvinculação do exercito e unificação das policias.
abril 16th, 2008 at 11:59 pm
Creio que as medidas são aplicáveis à maioria das polícias militares do Brasil. Realmente algo pouco oneroso, simples de se perceber, mas não implementado, infelizmente.
abril 17th, 2008 at 1:10 am
Perfeito, quase tudo serve para a PMERJ. Assunto para semanário 4º edição!
abril 17th, 2008 at 2:07 am
Vejamos…
O 1º está correto,
O 2º está correto,
O 3º está correto
O 4º idem,
O 5º mais ainda,
O 6º nem se fala,
O 7º estatisticamente correto,
8º também
9° e 10° corretíssimos.
Pensando bem, que tal colocar esta estrutura toda abaixo e começar de novo.
É por essas e outras que 15.000 PPMM não conseguem amenizar a violência no DF.
abril 17th, 2008 at 2:35 pm
Muito bem pensado!!
Não só essas, mas outras providências devem ser adotadas.
A gente vê que a coisa não é séria. Ontem mesmo ficamos de sobreaviso em um serviço que sabíamos que não seríamos empregados. Pra que?
Chega dessa gestão antiquada. O conceito de gestão de pessoal evoluiu há muito tempo e a PMDF ainda está em pleno seculo XVIII no que toca a gestão de pessoal. Não sei se a coisa vai melhorar ou piorar com a saída de velhos oficiais do exército, todavia os novos devem estudar para mudar os rumos da corporação, ou então, amargaremos vários anos nessa situação de penúria em que nos encontramos.
abril 17th, 2008 at 3:04 pm
Outra coisa que devia ser fortalecida na PMDF, e creio que nas PPMM de todo o Brasil, é a prática de atividade física.
A Corporação simplesmente não se preocupa em colocar o militar estadual para a praticar atividade física.
Servi o Exercito (serviço militar obrigatório), e, uma coisa que me lembro, é que, ao menos naqueles anos, a educação física era quase uma religião, um credo do “guerreiro”. Todos os dias nos íamos treinar em pistas de circuito, corridas (que com o passar do tempo eram cada vez mais longas), exercícios de musculação, com fuzil, coturno, etc, ou seja todo do TFM (treinamento físico militar) previstos nos brilhantes manuais das FFAA. Sinto saudade daqueles tempos, ao menos no que tange a esta questão.
Quando ingressei na PMDF pensei que haveria para os jovens cadetes uma overdose de treinamento, mas o que percebi é que a “educação física” era motivo de esquivas e ninguém a valorizava, salvo alguns poucos oficiais instrutores. Já na tropa, depois de formado, a coisa era bem pior, não existia e não existe, ao menos onde servi, atividade rotineira e progressiva de Educação Física. O que há no máximo são pequenos grupelhos que se reúnem aqui e acolá para uma pelada de futebol.
Como é possível uma coisas dessas? Penso que o PM deveria ser um verdadeiro atleta da segurança pública, todos, sem exceção, não importa se trabalhe a noite, na guarda, no tático, no PO a pé, na RP, todos, repito, deveriam treinar. O treino deveria ser voltado para a atividade policial, como exemplo, exercícios de força, escalada e transposição de obstáculos, corridas de resistência e velocidade, esportes de luta e defesa pessoal. Este treino deveria ser ministrado pela Corporação e de acordo com as escalas ai existentes,ou seja, com o miliciano chegando um pouco antes para o trabalho, seja em alguma de suas folgas, ou mesmo em seu turno de serviço. O Treinamento deveria ser progressivo, ou seja, a intensidade deveria aumentar com o tempo, respeitando-se a idade de cada grupo.
Talvez esta falta de vontade de se exercitar seja fruto da frouxidão do homem moderno, cada vez mais amolecido pelo conforto. O homem antigo era bem mais rústico e para ele a atividade física era um prazer, um verdadeiro divertimento, que trazia a higidez física e mental. “mens sana in corpore sano” quem nunca ouviu este velho brocado latino? Precisamos disto, a tropa precisa disto.
abril 18th, 2008 at 12:07 pm
[...] 10 soluções simples para melhorar a PMDF [...]
abril 18th, 2008 at 12:29 pm
Realmente essas proposições são benéficas para a melhora da PM/DF. Não sei se o item 3 seria o melhor para a sociedade, uma vez que provocaria um aumento de servidores contratados ou de policiais para o trabalho administrativo. Dobraria, na verdade.
O que temos que melhorar é a eficiência do trabalho policial, sem necessidade de maiores contratações ou de aumento de escalas de serviço. Um exemplo seria o controle das viaturas via-satélite pelo CIAD. Evitaria deslocamentos desnecessários de várias viaturas para uma simples ocorrência, bem como, as “escapadas” da área de patrulhamento. Se colocassem também um leitor biométrico de digitais nas viaturas, ligada ao banco de dados das pessoas que possuem mandado de prisão, com certeza as abordagens seriam mais produtivas e acabarariam com os chamados “deslocamentos para averiguações” na delegacia.
Quanto a idéia dos “Defensores” aqui colocada pelo “Alferes” viajando nas estrelas, digo que ela não tem qualquer respaldo legal. O que pode ser estudado é se a Procuradoria do GDF ou Defensoria Pública poderia fazer esses tipos de defesa quando o policial fizer algo no exercício da função e que refletiria juridicamente no Distrito Federal, tais como indenizações, etc. Nos demais não é cabível. Em todos os órgãos tipo: Justiça, Ministério Público, Polícia Civil, etc; são as associações de classe que colocam à disposição de seus associados um advogado para eventuais ações. Para que essa idéia de “defensores” seja colocada em prática faz-se necessário um Lei Federal específica.
abril 18th, 2008 at 3:30 pm
MEU DEUS, é incrível como ninguém discorda. Por quê? òbvio, a resposa é o óbvio! Não há nenhum item que não se enquadre na necessidade atual da PMDF para que realmente se torne a melhor do país. Acrescendo única e exclusivamente, a conscientização de que o intuito é a realização da segurança pública de maneira adequada e não a promoção pessoal e individual. Claro que isso é impossível, já que a política e a busca pelo “cargo acima”, veja que cito cargo e não posto, imperam sobremaneira. Isso não ocorre só na PMDF, ocorre de maneira geral, na cultura nacional, mas é possível sim, moralizar a administração policial, no intuito de, pelo menos, sermos respeitados e não tratados como “pedintes”.
abril 19th, 2008 at 12:16 pm
Além de tudo isso precisamos de um plano de carreira digno para as praças.
abril 20th, 2008 at 6:29 pm
[...] Blog da Segurança Pública trouxe as 10 soluções simples para melhorar a PMDF. “Propostas facilmente implementáveis pelo próprio comandante geral ou pelo governador, sem [...]
abril 20th, 2008 at 6:54 pm
Bravo! Li e concordo em gênero, número e grau com cada sílaba do que esta escrito, contudo digo que fico feliz por vocês do DF já estarem nesse nivel de discusão, pois infelizmente nós ainda lutamos por um salário de DIGNIDADE HUMANA, afinal soldado PM aqui na Cidade Maravilhosa ganha 800 reais líquido e 2º TEN PM, como é no meu caso, ganho 1.700,00 líquido para trabalhar em escalas, acredite meu amigo, ainda pior do que as relatadas aqui por você… quer ver?
No meu caso, trabalho de segunda a sexta de 8 da manha às 17 horas, e nessa semana estive de serviço nesse final de semana (sábado), de 08 às 20 horas, folguei no domingo, vamos aos numeros?
Irmão de Força, eu trabalhei 57 – CINQUENTA E SETE – horas semanais!!! Não temos recursos, eu também faço procedimentos apuratórios, nossas instalações estão despedaçando….
Mas acredito em dias melhores…
E gostaria de saber a sua opinião sobre transformar a Polícia Militar em órgão federal… Ou seja, uma Polícia Unica… Como uma, digaos, Força Armada Auxiliar…
Parabens pelo blog…
abril 20th, 2008 at 11:38 pm
Para de descrever a PMERJ!!!!
abril 21st, 2008 at 10:25 am
Grande Ferreira!
Grande hona tê-lo aqui no BSP.
Primeiramente, meu caro, o termo Força Auxiliar me dá náuseas. Não o uso nem por decreto. Dá a impressão de submissão, coisa que a PM não é em relação às FFAA. Nós bem sabemos que a PM existe muito antes das FFAA e que a inclusão do termo “força auxiliar” na Constituição se deu no governo Vargas, após a revolução constitucionalista de 1932, pelo medo de que os estados se rebelassem contra o governo central, usando as Forças Públicas como exércitos. Situação totalmente inimagiável hoje, razão pela que tal termo deve ser abolido da Constituição, mas não antes de ser abolido de nossos discurso, nomes de associações, etc.
Num segundo momento, Ferreira, sobre a federalização e unificação de todas as PPMM, explico o porque de não ser favorável: alguns países têm forças policiais federais como principal órgão de segurança pública: vide Carabineros, do Chile, Carabinieri, da Itália, Guarda Civil, na Espanha, GNR e PSP, em Portugal, e tantas outras.
Ocorre que o processo histórico de formação desses países fortaleceu, ao longo do tempo, o estado centralista, o poder central (ou do rei), em detrimento da divisão do poder entre estados membros, departamentos, províncias, etc, o que foi o caso do Brasil, desde as capitanias. Portanto, não acreditop na viabilidade de uma unificação como essa, uma vez que ela vêm na contra-mão da formação histórica dos mecanismo de poder no país. As barreiras impostas pelos governadores seriam intransponíveis, tanto que, se for procurar no Congresso, não vai achar nenhum projeto de emenda à Constituição nesse sentido.
Igualmente sou contra a unificação com as polícias civis. Acredito que as duas podem conviver pacificamente, com alguns ajustes na CF/88, em especial a atribuição de ciclo completo para as duas. Tanto PM quanto PC podendo investigar e prevenir; trabalhar fardado ou à paisana; prender em flagrante e entregar a investigação pronta ao MP para a propositura da ação penal. Ao menos assim, não teríamos mais desculpa para a infeiciência da prevenção e da investigação, como ora existe.
Para minimizar as diferenças entre um estado e outro, um Ministério da Segurança Pública poderia ser o elemento que falta, padronizando procedimentos, definindo piso salarial mínimo, fazendo estudos de casos, elaborando relatórios estatísticos padronizados, elaborando uma lei orgânica nacional das polícias militares e civis, enfim, ajudando os estados e melhorarem as suas polícias.
Mas isso, meu caro, como o próprio nome do seu blog já diz, não passa da uma utopia. E como tal, estamos aí não apenas para sonha-la, mas sim para busca-la.
Grande abraço,
abril 24th, 2008 at 1:37 am
[...] do Abordagem Policial fazer os 10 mandamentos do policial e o Blog da Segurança Pública deixar 10 soluções simples para melhorar a PMDF, o Danillo me pagou a missão de fazer uma lista de 10 tópicos, tratando sobre algum tema [...]
abril 27th, 2008 at 6:06 pm
[...] do Abordagem Policial fazer os 10 mandamentos do Policial e o Blog da Segurança Pública deixar 10 soluções simples para melhorar a PMDF, o Danillo espalhou um meme convocando alguns [...]
junho 26th, 2008 at 12:43 pm
pq vc não se ocupa em passar no CFO?
aí vc vai poder tentar fazer algo de bom, algo realmente palpável!
chega de churumelas, prefiro fazer do que falar…
junho 26th, 2008 at 10:24 pm
Valeu pelo conselho, soldado.
Acho que vou ocupar minhas fartas horas de folga estudando. Quem sabe um dia eu consigo passar no CFO e aprender um pouquinho sobre polícia.
junho 27th, 2008 at 10:07 am
Fala sério, Cana!
Fala sério!
agosto 5th, 2008 at 11:05 pm
10 dez .Concordo.A PMDF esta em fase de mudança e tudo para melhor. Pena que não é competencia dos atuais Coroneis e Majores.As mudanças estão acontecendo em conseguencia infelismente por que não estamos sendo competente como profissionais de segurança publica
outubro 23rd, 2008 at 9:27 am
o que tenho a dizer e somente que os amigos compareçam as reuniões, porque tem muito pm que só quer aumento e promoção mas não tem coragem de sair de casa ai fica dificil conseguir alguma coisa…
outubro 23rd, 2008 at 9:37 am
Espero que nas proximas reuniões todos os PM E BM de folga que paressem alheios aos acontecimentos do momento, tirem seus trasseiro do sofá e vão as reuniões para debatermos as idéias,vejam bem o momento real é agora pois o nosso comando está ao nosso lada, tanto de oficiais como de praças.
fevereiro 13th, 2009 at 2:11 pm
companheiros,exatamente neste momento um PM de planaltina-df depois de ter sido baleado por criminosos encapusados. Passa por uma cirurgia no HBDF, para tentar sobreviver. Diga-se de passagem: otimo policial.
Até quendo ficaremos sem o risco de vida???
fevereiro 14th, 2009 at 9:54 am
RISCO DE VIDA PARA TODOS.
Para todos os cidadãos que vivem nos grandes centros urbanos. Todos podem ser assassinados, médicos, professores, advogados etc.
No caso desse policial não foi em razão do serviço. Foi pelo simples fato de ser brasileiro. Veja matéria;
“Um policial militar foi baleado no abdome por volta das 6h30 desta sexta-feira (13), na residência dele, na área Rural de Planaltina. A vítima foi identificada pela polícia como Hosana Moreira de Paiva, de 36 anos.” http://www.jornaldebrasilia.com.br
Poderia ser policial ou não. Provavelmente foi vitima de latrocínio.
fevereiro 17th, 2009 at 7:45 pm
O referido policial militar é um profissional aplicado em seu serviço que muito contribuiu de forma axaustiva e exemplar em diversas operações policiais, todas com resultados positivos, (uma delas inclusive, com a libertação de refém vítima de seqüestro que estava sob a mira de arma de fogo). A verdade é que as pessoas não o conhecem e muitos menos sabem das peculiaridades de sua atividade profissional, como o fato de que diversos problemas acarretam da lida diária com criminosos de alta periculosidade, porém, na minha opinião, o maior deles é a falta de reconhecimento e a ingratidão de pessoas, como esse cidadão acima que postou um comentário ridículo e sem nexo, pois passa longe a comparação feita entre atividade a policial e a desempenhada pelos profissionais da saúde, educação e etc., a realidade vivida pelos policiais que arriscam suas vidas por amor a profissão, e não pelos míseros salários pagos a estes verdadeiros profissionais da segurança pública, é bem diferente do imaginário de algumas pessoas leigas .
fevereiro 17th, 2009 at 11:17 pm
“O referido policial militar é um profissional aplicado”
Mas nesse caso não foi em razão do serviço. Não foi troca tiros, não foi um acidente em uma perseguição. Foi possivelmente vitima de latrocínio, situação que todos os brasileiros estão sujeitos.
“profissionais da saúde, educação”
Esses profissionais alem de sofrerem os riscos de todos os cidadãos, ainda são vítimas da violência nas escolas, e não tem porte de armas. O seu desprezo por esses profissionais explica porque não progrediu.
fevereiro 18th, 2009 at 12:34 am
Garapa,
não sei de onde vc tirou a ideia de que esses 10 pontos, e tantos outros, não foram propostos há pelo menos 8 anos atrás e que seriam novidades aqui do Blog.
fevereiro 18th, 2009 at 8:10 am
E tem mais seu Justiceiro.
Os rodoviários (motoristas e cobradores) foram assassinados em número maior do que os PMs e PCs, e a maioria em serviço. Três deles foram exterminados de modo covardes por vocês, estavam desarmados e vocês em maior número, esse fato gerou protestos e manifestação do Sindicado dos Rodoviários conta a violência policial a que estavam sendo submetidos. Como não bastassem os assaltantes.
Eles merecem também uma “pecúnia indenizatória” por risco de morte.
RISCO DE MORTE PARA TODOS, NÓS ESTAMOS NO BRASIL, SEU MANÉ.
fevereiro 18th, 2009 at 4:34 pm
Do Zé para o amigo Garapinha…
Garapinha passasse o dia a trabalhar
O dia inteiro no sol irado
Quantas guimbas amanhã irás catar
Para deleite do oficial malvado
Com quantos meliantes tiros trocou
Na conversa no bar a mentir
Na verdade foram guimbas que catou
Estás sempre desesperadamente a fingir
Estudas e vem para a melhor
Sai depressa desse mundo de treva
O seu serviço vai de mal a pior
Catando guimbas na caserna
Aceite o conselho do Zé do Caixão
Esse amigo do blog da Segurança
Largue agora o balde e o esfregão
Siga a proposta com muita esperança…
fevereiro 18th, 2009 at 8:15 pm
Só m€smo acabando com o militarismo, ou cachorrismo….
abril 13th, 2009 at 7:11 pm
Peidãaaaaaaaa e Vooooua ocês ai em cimaa Tudõo cambadá de atoãa’
julho 21st, 2010 at 3:37 am
o RDE deve nao somente se manter no ambito da PMDF como deve ser aplicado de forma correta aplicando sim restricao de liberdade aos policiais que infrifirem regras civis e/ou militares, os policiais do Distrito Federal estao cada dia mais “folgados” tratam qualquer um coo se fossem todos bandidos ate mesmo outros militares, sejam eles das corporacoes de outros estados ou das Forcas Armadas, descumprem o que mais se preza no militarismo que e a obediencia hierarquica, deviam ser punidos da forma a qual o regulamento preve e nao somente com advertencias ou chamadas de atencao. As escalas de servico de policiais militares no DF nao podem ser reclamadas enquanto um cidadao comum tralha 44 horas semanais um policial trabalha 24 e em outra semana 36 achar muito, isso e uma vergonha aumento de escala para policiais com jornada de 40 horas semanais no minimo.
ai sim teremos uma policia que faz jus ao salario que recebe
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